quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Redwoods - Cap 8 por: Ali-chan



8º Capitulo - Casa abandonada.

O grupo continuava a correr, havia ficado perdido, mas não pararam para olhar para trás ou descansar. Não lhes importava para onde estivessem a ir, desde que fosse para longe daquela casa.
O grupo sentia-se perseguido, era inevitável, ninguém sabia o que ia acontecer de seguida, foi uma sequência de eventos demasiado drástica, o medo ainda predominava, a cada passo que davam o ar ficava mais pesado.
Começou a chover, era natural, estavam próximos do Outono.

- Temos que arranjar abrigo, eu sei que é mau ficarmos parados, mas vai ter que ser - Disse Sonder.

- Não queria nada ficar parado, mas além da chuva, todos estamos cansados de tanto fugir, é a segunda vez esta noite. - Disse Happy

- E se aquela coisa nos alcança? O que faremos? Vocês tão malucos, parar agora é morrer, bastou nós termos entrado na casa e tudo aquilo aconteceu, aquela aberração se calhar só pode aparecer em locais fechados. - Disse Pepe exaltado acendendo um cigarro com dificuldade devido à chuva.

- Eu só entro em algum sitio se tiver alguma maneira de sair rápido e fácil, se for uma casa, quero que a porta esteja destrancada. A garota entra pela parede mesmo, até onde sabemos, não tem sentido trancar as coisas e ficarmos presos lá dentro. - Disse Ali

- Gente. - Interrompeu Juuvia - Está ali algo ao fundo, é uma sombra demasiado grande, será que é algo mau? - Continuou ela apontando para algo escuro ao fundo e no meio da floresta.

- Aquilo parece uma casa mesmo, vamos lá, não adianta ficarmos parados no meio da chuva, entramos com cuidado, vasculhamos para ver se é seguro e seguimos o plano anterior da vigia. - Disse Happy.

O grupo dirigia-se à sombra enorme, na esperança de que seja mesmo uma casa, eles aproximavam-se com cautela e sempre alertas ao seu redor, não sabiam o que poderia acontecer. Eles estavam mais calmos, parecia que toda a chuva havia lavado as suas lágrimas, dor e parte do seu medo, mesmo assim, não aceitavam os acontecimentos, eram demasiado surreais e grotescos.

- É mesmo uma casa! - Exclamou Juuvia que estava espantada por ali ter tal coisa, no meio de tanta árvore.

A casa era difícil de se notar, devido à grande quantidade de árvores em seu redor, muitas delas era mais altas que a própria casa, dai a luz não dar a destacar, era vista apenas como uma grande sombra ao longe.

- Parece que aqui é a traseira da casa, vamos dar a volta e procurar por uma porta. - Disse Sonder.

O grupo foi então dar a volta à mesma, com muita cautela e sempre alertas a qualquer som estranho ou imagem fora do comum. Havia uma janela, Happy espreitava por ela na tentativa de descobrir mais informações do que havia dentro. Ele via apenas parte de uma divisão, ao que parecia ser uma sala, pois estava muito escuro lá dentro, o que ele vira estava tudo desarrumado e também plantas mortas do lado de dentro da janela, tudo aquilo indicava que a casa não estava a ser utilizada à muito tempo. Happy vira-se então para o grupo

- Parece estar tudo bem, não me acredito que tenha lá alguém, seria um bom sitio para passarmos o resto da noite. - Disse ele.

- Não nos vamos separar, ficamos todos na mesma divisão certo? - Perguntou Ali.

- Sim, claro, mas primeiro temos que ver o que a casa tem lá dentro. - Respondeu Sonder.

- Em vez de brincarmos às casinhas, devíamos era estar à procura do caminho de volta para a estação, esta floresta já me está a dar enjoo. - Disse Pepe ainda irritado.

- Pepe, vê se entendes, está a chover, está de noite, temos fome, estamos cansados, precisamos deste lugar, e quem sabe não tem lá informações sobre o que era aquela coisa - Disse Happy já irritado com a atitude de Pepe.

- Ahhh, não digo mais nada, depois não se venham queixar e dizer "ohh Pepe, tinhas razão, mil perdões, empresta-nos uma vez mais a tua sabedoria" - Disse Pepe num tom de gozo (zoeira).
Apesar da situação, e da razão por ele estar a dizer aquilo, houve um breve sorriso por parte de todos no grupo.

O grupo contornou a casa e descobriu a porta de entrada, estava trancada, mas como a porta feita de madeira já estava bastante velha, seria fácil de arrombar.

- Bom, já que é para manter a porta aberta durante todo o tempo, ninguém se importa que eu a arrombe certo? - Perguntou Happy, mas ele já sabia qual seria a resposta.

Happy dá pequenos empurrões segurando o puxador da porta, ele não queria fazer muito barulho, por isso, aquele seria o método mais eficaz. Não demorou muito até que a porta abrisse. A fechadura estava em muito mau estado devido à ferrugem.
- Prontos? - Pergunta Happy a olhar para trás onde estava o grupo.

Todos assentiram com a cabeça e Happy entrou na frente com cautela segurando a lanterna. Não havia nada suspeito, a casa estava apenas em mau estado devido ao tempo, havia algumas cadeiras em bom estado em volta de uma mesa de madeira já ela rachada, mas a maior parte estava tudo partido, desde prateleiras ao soalho do chão.

- Hum, aconchegante  este cheirinho vem mesmo a calhar, algo diferente para variar um pouco - Disse Happy em tom de brincadeira.

O grupo parecia feliz por ter encontrado aquela casa, talvez seja por causa da chuva, ter um teto durante uma chuva intensa, passava o sentimento de segurança, mesmo que a casa não fosse das melhores.

Próximo Cap. O diário.

Um comentário:

  1. Algo novo aparece!!! o que será de nós nesta nova casa? qual será a reação do grupo, durante a estadia? Muito bem Ali :D

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