quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Redwoods - Cap 9 por: Ali-chan



9º Capitulo - O diário

O grupo estava então dentro da casa, e seguiram-se os planos e as acções.

- Muito bem, a casa não parece grande, o que é bom. Vamos ficar de vigia e a descansar nesta divisão, a mais próxima da porta, mas para já, temos que dar uma de ASAE * e verificar o lugar.

Foram todos então à procura de coisas úteis  a primeira coisa que procuraram foi comida, eles não havia jantado e iam precisar de todas as forças necessárias para caminhar, ou se fosse preciso correr, até à estação no dia seguinte. Encontraram latas de conserva  com pó por cima, mas o que interessava era o conteúdo, ouviram-se alguns risos por parte deles, ao encontrar as latas. Após terem encontrado uma refeição, foram à procura de mantas para se cobrirem até ao dia chegar, estava encharcados, e precisavam de se aquecer, não havia forma de se trocarem, não havia roupas e poderia acontecer algo no exato momento em que o estavam a fazer. Encontraram 4 cobertores, estavam em relativamente bom estado, tirando algumas partes do mesmos que haviam sido vitimas de traças.
Estavam agora com as necessidades básicas recolhidas, estava na hora de explorar a casa e ver se encontravam alguma pista do que estava a acontecer naquele lugar.
Procuraram pela casa toda e não haviam encontrado nada, excepto um alçapão que estava dentro de uma divisão que se assemelhava a um quarto de arrumos.
- Devemos entrar? - Perguntou Ali.
- Já que aqui estamos, temos que ver o que lá tem. - Disse Pepe achando que era uma resposta óbvia para uma pergunta inútil.

- Eu entro primeiro, dois de vocês ficam cá em cima, caso algo aconteça em cima, temos que ter alguém que avise os que estão lá em baixo, e vice-versa. - Disse Sonder.

- Eu fico cá em cima, se não se importarem. - Disse Juuvia começando a ficar com medo do que poderia encontrar.

- Ok, Pepe podes ficar com ela? se não for incomodo. - Disse Sonder tentando pedir sem o irritar

- Tudo bem, Juuvia eu protejo-te de todo o mal... se não fugir antes. - Disse Pepe a rir.

- Vamos entrar então. - Disse Sonder abrindo o alçapão.

Tinha um cheiro intenso, e estava escuro. Tinha umas escadas, pelas quais Sonder desceu até ao chão do que seria uma divisão relativamente grande, sonder ligou a lanterna para ver o que estava em seu redor. Aparentava ser normal, tinha uma mesa no meio e mais latas de conserva numas prateleiras que ali estavam na parede em frente, Sonder passa de novo a lanterna na tentativa de encontrar algo mais, depara-se então com algo, eram barras de ferro maciço, iam do chão até ao teto, igual ao das prisões. O grupo tinha agora chegado a onde Sonder estava, mas ele já se estava a mover em direcção aquilo a que parecia uma cela. Ao se aproximar depara-se com algo no chão, num canto do espaço por de trás das barras de ferro, havia um esqueleto de corpo humano.
- Gente, tem aqui algo de deveriam ver. - Disse Sonder com calma.

Os restantes membros foram ter com ele, cada um com a respectiva lanterna, e viram o mesmo que ele tinha visto, Ali saltava com o susto de ter visto aqui, Happy olhava no resto do espaço à procura de mais alguma coisa, Sonder fazia agora o mesmo.

- Parece que isto aconteceu à bastante tempo, para o corpo estar naquele estado. - Disse Sonder.
Notava-se ossos partidos naquele esqueleto, nos braços principalmente, mas havia também algo na cabeça, como que uma fractura.
A pequena sala, tinha cobertores no chão, que mais pareciam farrapos, e um caderno na mão do esqueleto.

- Temos que ir lá dentro. - Disse Happy que não estava muito confiante das suas próprias palavras.

- Sim, temos. - Concordou calmamente Sonder.

- Se não se importarem eu vou para cima. - Disse Ali evitando olhar para o esqueleto.

- Tudo bem, nós voltamos rápido também. - Disse Happy que parecia entender.

Ali foi então para cima, não estava tão mal quanto pensaria estar, parece que depois de tudo aquilo que o grupo havia passado, os tinha deixado mais fortes.
Happy e Sonder procuravam uma maneira de passar para aquele espaço onde estava o esqueleto.

- Happy, está ali a chave. - Informou Sonder.

Happy olha na direcção que Sonder apontava, a chave estava dependurada num pequeno prego, cravado na parede. Sonder pegou nela, e foi em direcção à porta, abriu, e aproximou-se do esqueleto para retirar o caderno. Ao fazê lo o esqueleto tombou para o lado, fazendo com que Happy desse um pequeno salto num misto de surpresa e susto.
Sonder afastou-se do corpo, e foi para o pé de Happy, e passou-lhe o caderno para as mãos.
Era um caderno de couro, não tinha muitas páginas, e tinha letras na capa escritas à mão.
Diário, era o que lá estava escrito.

- Vamos levar isto para cima e começar um pouco com a literatura. Disse Happy a sorrir.

Os dois foram então para cima, onde o resto do grupo estava, haviam fechado a cela e também o alçapão, sabiam que o corpo não se ia mexer ou algo do género, mas foi quase como por instinto o terem feito.
Seguiram todos para a divisão perto da porta, a sala, e Ali começou a preparar uma refeição com as latas de conserva que haviam encontrado, todos tinham posto as mantas por cima deles mesmos, para se aquecerem, excepto Sonder, como só havia 4 mantas, ele não quis.
A refeição estava pronta, e começaram então a comer, Happy decide ler o diário enquanto comia, para poupar algum tempo. Estava silencio, apenas se ouvia as colheres a bater nas tigelas, que também haviam encontrado na casa.

* ASAE - Autoridade de Segurança Alimentar e Económica - Empresa responsável em PT pela verificação de condições nos estabelecimentos.

Próximo Cap. A verdade. A tensão.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A vida



A vida é a conjugação de feitos,
de alegria, sonhos e sorrisos
entre enconcontros e desencontros
do nosso ser sem Juizo.

Na vida tudo é julgado,
o oposto do contrário
pode ser o teu amado
ou o teu odiado.

Nesta vida não há seres,
vives nela sem porquês
rodeado de mil olhares
Que te julgam pelo que vês.

Noutra vida podes ter sido
mil coisas de uma vez,
mas o ser presente em ti
foi sempre o que tu és.

Não vivas a vida em dúvidas,
coloca um ponto final
em todas as virgulas
que te incomodem.

Redwoods - Cap 8 por: Ali-chan



8º Capitulo - Casa abandonada.

O grupo continuava a correr, havia ficado perdido, mas não pararam para olhar para trás ou descansar. Não lhes importava para onde estivessem a ir, desde que fosse para longe daquela casa.
O grupo sentia-se perseguido, era inevitável, ninguém sabia o que ia acontecer de seguida, foi uma sequência de eventos demasiado drástica, o medo ainda predominava, a cada passo que davam o ar ficava mais pesado.
Começou a chover, era natural, estavam próximos do Outono.

- Temos que arranjar abrigo, eu sei que é mau ficarmos parados, mas vai ter que ser - Disse Sonder.

- Não queria nada ficar parado, mas além da chuva, todos estamos cansados de tanto fugir, é a segunda vez esta noite. - Disse Happy

- E se aquela coisa nos alcança? O que faremos? Vocês tão malucos, parar agora é morrer, bastou nós termos entrado na casa e tudo aquilo aconteceu, aquela aberração se calhar só pode aparecer em locais fechados. - Disse Pepe exaltado acendendo um cigarro com dificuldade devido à chuva.

- Eu só entro em algum sitio se tiver alguma maneira de sair rápido e fácil, se for uma casa, quero que a porta esteja destrancada. A garota entra pela parede mesmo, até onde sabemos, não tem sentido trancar as coisas e ficarmos presos lá dentro. - Disse Ali

- Gente. - Interrompeu Juuvia - Está ali algo ao fundo, é uma sombra demasiado grande, será que é algo mau? - Continuou ela apontando para algo escuro ao fundo e no meio da floresta.

- Aquilo parece uma casa mesmo, vamos lá, não adianta ficarmos parados no meio da chuva, entramos com cuidado, vasculhamos para ver se é seguro e seguimos o plano anterior da vigia. - Disse Happy.

O grupo dirigia-se à sombra enorme, na esperança de que seja mesmo uma casa, eles aproximavam-se com cautela e sempre alertas ao seu redor, não sabiam o que poderia acontecer. Eles estavam mais calmos, parecia que toda a chuva havia lavado as suas lágrimas, dor e parte do seu medo, mesmo assim, não aceitavam os acontecimentos, eram demasiado surreais e grotescos.

- É mesmo uma casa! - Exclamou Juuvia que estava espantada por ali ter tal coisa, no meio de tanta árvore.

A casa era difícil de se notar, devido à grande quantidade de árvores em seu redor, muitas delas era mais altas que a própria casa, dai a luz não dar a destacar, era vista apenas como uma grande sombra ao longe.

- Parece que aqui é a traseira da casa, vamos dar a volta e procurar por uma porta. - Disse Sonder.

O grupo foi então dar a volta à mesma, com muita cautela e sempre alertas a qualquer som estranho ou imagem fora do comum. Havia uma janela, Happy espreitava por ela na tentativa de descobrir mais informações do que havia dentro. Ele via apenas parte de uma divisão, ao que parecia ser uma sala, pois estava muito escuro lá dentro, o que ele vira estava tudo desarrumado e também plantas mortas do lado de dentro da janela, tudo aquilo indicava que a casa não estava a ser utilizada à muito tempo. Happy vira-se então para o grupo

- Parece estar tudo bem, não me acredito que tenha lá alguém, seria um bom sitio para passarmos o resto da noite. - Disse ele.

- Não nos vamos separar, ficamos todos na mesma divisão certo? - Perguntou Ali.

- Sim, claro, mas primeiro temos que ver o que a casa tem lá dentro. - Respondeu Sonder.

- Em vez de brincarmos às casinhas, devíamos era estar à procura do caminho de volta para a estação, esta floresta já me está a dar enjoo. - Disse Pepe ainda irritado.

- Pepe, vê se entendes, está a chover, está de noite, temos fome, estamos cansados, precisamos deste lugar, e quem sabe não tem lá informações sobre o que era aquela coisa - Disse Happy já irritado com a atitude de Pepe.

- Ahhh, não digo mais nada, depois não se venham queixar e dizer "ohh Pepe, tinhas razão, mil perdões, empresta-nos uma vez mais a tua sabedoria" - Disse Pepe num tom de gozo (zoeira).
Apesar da situação, e da razão por ele estar a dizer aquilo, houve um breve sorriso por parte de todos no grupo.

O grupo contornou a casa e descobriu a porta de entrada, estava trancada, mas como a porta feita de madeira já estava bastante velha, seria fácil de arrombar.

- Bom, já que é para manter a porta aberta durante todo o tempo, ninguém se importa que eu a arrombe certo? - Perguntou Happy, mas ele já sabia qual seria a resposta.

Happy dá pequenos empurrões segurando o puxador da porta, ele não queria fazer muito barulho, por isso, aquele seria o método mais eficaz. Não demorou muito até que a porta abrisse. A fechadura estava em muito mau estado devido à ferrugem.
- Prontos? - Pergunta Happy a olhar para trás onde estava o grupo.

Todos assentiram com a cabeça e Happy entrou na frente com cautela segurando a lanterna. Não havia nada suspeito, a casa estava apenas em mau estado devido ao tempo, havia algumas cadeiras em bom estado em volta de uma mesa de madeira já ela rachada, mas a maior parte estava tudo partido, desde prateleiras ao soalho do chão.

- Hum, aconchegante  este cheirinho vem mesmo a calhar, algo diferente para variar um pouco - Disse Happy em tom de brincadeira.

O grupo parecia feliz por ter encontrado aquela casa, talvez seja por causa da chuva, ter um teto durante uma chuva intensa, passava o sentimento de segurança, mesmo que a casa não fosse das melhores.

Próximo Cap. O diário.

Sara - Capitulo 1

                                             

                            Capítulo I- A filha de Nathaniel

   
William era um homem branco, de um metro e oitenta e três de altura, tinha a barba mal feita por sempre ter pressa e por nunca ficar muito tempo em um lugar, tinha trinta e seis anos e era forte como ninguém, seus “colegas de trabalho” diziam que era provavelmente o exorcista com a maior força física entre eles, exceto talvez por seu fígado, na noite de 11 de setembro de 1995, William exterminou dois demônios Negros que haviam consumido as almas de um casal no interior do país, ele se sentou no banco da frente do carro, acendeu um cigarro e pegou uma cerveja que se encontrava no banco do passageiro. Will pensava que aquela noite não poderia ficar pior, os corpos haviam sido devorados pelos demônios, e um deles fora muito resistente aquela noite. Will não tinha ideia, de como aquilo tudo ainda iria piorar.
Sara era uma garota que se poderia considerar normal, tinha olhos verdes claros, e um cabelo preto como a noite, tinha quinze anos apenas, mas já saia com as amigas pra beber, era mais forte do que ela, como se houvesse uma voz que a comandasse, aquela voz que dizia sempre ”a escola não é tão importante”, essa maldita voz, a voz que mudaria sua vida.
Sara nunca se achou muito bonita, apesar de todos os garotos na escola admirarem seus grandes olhos claros, ela era uma garota de estatura média, que nunca teve notas muito altas.
A voz que a controlava parecia crescer nos últimos tempos, começou a matar aula, fumava maconha por becos com as amigas, respondia a Suzana, sua mãe, e tinha um grande complexo de abandono, seu pai morrera enquanto Suzana a carregava na barriga.
No dia 11 de Setembro de 1995 William recebeu um telefonema de Suzana.
“O que é que quer ela? Não fala comigo desde que Nathaniel...”.
–Will, não posso pedir isso pra mais ninguém, é a Sara, acho que tem um vermelho com ela...
–Estou indo, onde ela está?
–No quarto...
–Acenda um verde, chego aí em dois dias.
Will entrou no carro, acendeu um cigarro, ajeitou o Magnum .50 no coldre e acelerou o máximo que pôde.
“Sara, como foi que um vermelho pegou ela? Como foi que Suzana deixou isso acontecer? Não importa, vou salva-la, mas Nathaniel não queria esse destino para ela...”.
Parou o carro em um posto, comprou um salgadinho, tinha que ser o mais rápido possível, a Igreja não podia saber daquilo ainda, a filha da Lenda, uma exorcista, era tudo o que não podia acontecer.
Voltou a acelerar o máximo que podia, tinha eliminado dois Negros naquela noite, a recompensa por eles seria o suficiente para as multas, lembrou-se de carregar o Magnum com as balas da Ruiva, estava esgotado e quase sem aura nenhuma, porém só um pensamento passava por sua cabeça, ”Sara, a garotinha de Nathaniel está em perigo, merda! Vou ter que ver Suzana, ver Sara e aqueles olhos verdes, malditos olhos verdes que me assombram.”.
Chegou a casa na noite do ia 12 de setembro, um dia antes do que tinha prometido, a casa estava silenciosa, mas sentia presença daquele demônio, não era um Vermelho, era um Negro, mais um em quatro dias, tinha algo errado, ele podia sentir.
Abriu a porta sem se preocupar com Suzana que se encontrava na sala ajoelhada logo abaixo de uma cruz pregada na parede da sala, ”A mulher de Nathaniel, rezando?”
–Olá Suzana, pensei que soubesse que isso não vai te ajudar.
–Finalmente Will, ela está no quarto e... Acho que, ouvi ele rir quando acendi o verde.
– É um Negro, é claro que riu, todos esses malditos se acham demais
–Um Negro? -Parecia que ia ter um ataque - mas por que tem um Negro atrás da minha filha?
–Ele não está atrás da sua filha Suzana, ele quer a Filha de Nathaniel, e isso já está demorando demais, só me diga uma coisa, como está a máscara?
–Chegou à metade... Já cobre o olho direito.
–Sai daqui Suzana. - Ele tirou um cigarro preto da cigarreira de prata, acendeu e entrou no quarto, a mão direita no Magnum. 50, ele soprou a fumaça, não era um cigarro comum, a fumaça cobriu as paredes e Sara se levantou na cama de um salto, a máscara já alcançava o início do olho esquerdo.
–Ora garoto, pensei que fosse mais esperto do que isso, se prender em uma sala com um Negro como eu? Acho que até o terceiro Arcanjo tem sua cota de estupidez não?- Agora era o demônio falando, William sabia que eram todos convencidos, sabia também que era a última vez que aquele se gabaria e ele mesmo se certificaria disso.
Puxou o Magnum, mas o Demônio foi mais rápido, desceu da cama com uma velocidade incrível, acertou Will nas costelas do lado esquerdo, provavelmente quatro delas fraturadas, Will caiu no chão, tonto com a dor, mas era Sara, precisava salva-la.
Levantou-se com todas as suas forças, foi necessário uma dose de loucura, agarrou a máscara com o braço esquerdo no qual tinha um pentagrama marcado a fogo, puxou a máscara, parte do demônio veio junto com ela, já estava se tornando corpóreo, puxou o Magnum .50 mais uma vez e colocou bem no meio da máscara, atirou e viu a máscara se espatifar.
Sentou-se ao pé da cama, o corpo da menina estava parado do outro lado do quarto, ele sabia que não tinha acabado a fumaça ainda estava lá, pensou em desistir, mas se lembrou de Nathaniel, da promessa, se levantou, preparou o Magnum no braço direito e com o esquerdo pegou um frasco da sua água benta.

A máscara já estava quase completamente regenerada quando o corpo de Sara começou a se levantar, ela se ergueu no ar, a fumaça começava a desaparecer, a dor nas costelas mal o deixava se mover, a aura demoníaca tomou o quarto, ele fechou os olhos por um segundo, e no outro, a máscara tinha tomado completamente o rosto dela.
Ele mal podia acreditar, naquela velocidade, nunca tinha visto uma possessão completa tão rapidamente, “Ela se foi, a filha de Nathaniel se foi”.

Não havia tempo para pensar nisso, o demônio começava a tomar forma, agora que a máscara se separava do corpo, ele se adiantou, embebeu a mão esquerda em água benta, correu até o peito do demônio que agora começava a se formar, localizou o ponto onde o coração surgiria, atravessou o peito com a mão cheia de água benta, ela queimava a parte materializada do demônio enquanto abria caminho entre a carne maldita, agarrou o coração podre do demônio, provavelmente meio metro de corrente veio junto com o coração dele, William estava prestes a quebrar a corrente, dar um fim naquilo de vez, ele queria ver aquela máscara fria e suja gritar de dor, mas o que viu na verdade foi muito mais perturbador, a máscara do demônio tinha tomado a forma de Nathaniel.
Aterrorizado Will puxou o Magnum e atirou na corrente, o demônio queimou em chamas azuis, mas não havia expressão de dor em seu olhar, apenas de contentamento.
Antes das chamas tomarem completamente o seu corpo, o demônio se curvou para Will e sussurrou em seu ouvido
–Cuide bem da filha de Eva, ela ainda tem muito que viver meu caro.
Will se levantou agora sem fazer tanto esforço, Sara estava perto dele, ele checou seu pulso, não sabia se ficava aliviado por Sara estar viva ou preocupado por ter sido a única que sobreviveu a uma possessão corpórea. Sua cabeça estava girando, mil perguntas ao mesmo tempo, ”Como foi que o demônio tomou a forma de Nathaniel? Como Sara sobreviveu? Filha de Eva? Quem era aquela garota afinal? Quem era aquele Negro?”
Suzana entrou no quarto e viu sua filha deitada no chão, correu até ela chorando, mas se acalmou ao ver que Sara estava viva.
Suzana colocou-a em cima da cama novamente, e se virou para William:
–Will, eu... Não sei como agradecer.
–Não me agradeça ainda, você sabe o destino da sua filha de agora em diante, e também...Ela não deveria estar viva Suzana, foi uma possessão completa.
–Mas ela está viva, e você vai treiná-la não vai? Por Nathaniel, por mim Will, por ela.
–Não me entenda mal, é claro que a garota vai ter que vir comigo, mas eu preciso ver a Ruiva, e Sara vai ter que vir comigo, se quiser sobreviver, você ainda tem os Colts dele?
–Estão guardados no meu quarto, em baixo da cama. Will, o que foi que aconteceu?
–Mais do que eu posso explicar. Pegue os Colts, eu parto com a garota amanhã.
Suzana saiu do quarto e William adormeceu ali mesmo, as costelas estariam melhores amanhã e Sara, bem Sara teria que aceitar.
–Mãããããããe-Foi esse o grito que acordou Will, ele abriu os olhos para ver uma menina de 15 anos aparentemente aterrorizada com o homem que se encontrava aos seus pés.
–Cala a boca pirralha, me quebrou quatro costelas ontem e ainda quer me dar uma dor de cabeça?
Ela parecia incrédula, perdeu as forças nas pernas e caiu, arregalou os olhos para Will e perguntou – Então não foi um sonho? As vozes, aquela máscara que me cegava e sufocava, era tudo real ?- Antes que Will pudesse responder Suzana entrou no quarto, em uma das mãos tinha uma mala, e na outra a antiga maleta de Nathaniel, provavelmente com as Colts dentro.
–Quieta Sara, esse homem é Will, seu salvador e a partir de hoje, seu tutor e mestre.
–Mas...
–Sem “mas” Sara, Will vai te proteger, assim como seu pai protegeu a ele.
–Como meu pai ?
–Você não contou pra ela Suzana? Garota, temos muito o que conversar, mas agora faça duas coisas, pega uma cerveja pra mim, e vá tomar um banho, preciso conversar com a sua mãe.
– E por que é que eu deve...-Um tapa a acertou no meio do rosto, veio de Suzana, a garota a olhou com espanto, nunca tinha apanhado da mãe. -Se William te disser para fazer algo você faz, sem mas , entendeu ?
–Sim mãe.- ela saiu cabisbaixa, ainda assustada com o tapa que levara, quem era aquela ? Aquela era sua mãe? Não , não era possível, mas pensando bem nada daquilo que acontecera era possível. Pegou a cerveja no fundo da geladeira, voltou rapidamente ao quarto, os dois ainda estavam calados, entregou a cerveja a Will e saiu para seu banho.
Suzana encarava Will enquanto ele dava uns goles na cerveja, ela o ajudou a levantar, o colocou na cama de Sara.
–Will, o que vai acontecer com Sara? Você não quer me dizer o que aconteceu ontem, pediu as Colts do Nathaniel, e já quer levar minha filha embora?
–A verdade, é que não sei de tudo o que aconteceu ontem, ela deveria estar morta Suzy, morta, aquele não era um demônio comum.
Não importa o que tivesse acontecido, nada poderia mudar Will tanto assim, já se passara 16 anos desde que ele a tinha chamado de Suzy.
–Claro que não era um demônio comum, era um Negro.
–Suzy, ele tomou a forma do Nathaniel, e enquanto queimava, sorriu pra mim, aquele não era um demônio comum. -Agora ele tinha uma expressão de ódio no rosto, olhava fixamente para o chão enquanto apertava o Magnum no coldre. -Eu preciso ver a Ruiva.
Suzana se levantou, levou as roupas para Sara no banheiro e a mandou se apressar. Voltou ao quarto onde Will agora esperava por Sara, ele já tinha as Colts preparadas no coldre.
Quando Sara chegou ao quarto e viu as armas não se assustou, nada mais poderia assusta-la, Will a mandou virar de costas, ele cambaleou até ela e prendeu o coldre na cintura da garota, por algum motivo ela se sentiu bem com as armas na cintura, se sentia diferente, quente e protegida.
Will foi andando para o carro, naquele estado era tempo suficiente para que as duas pudessem se despedir, ao menos, mais tempo do que ele teve.
Dentro da casa Suzana era uma pessoa completamente diferente, ajeitou o coldre da garota mais uma vez, certificou-se de que as armas estavam carregadas, deu um beijo na testa de Sara e só lhe deu um conselho- Obedeça a Will se quiser ficar viva, seu pai o treinou, ele é um bom exorcista. - Sara não soube o que responder, conteve as lágrimas, beijou sua mãe no rosto e a abraçou o mais forte que pôde, pegou a mala e saiu correndo, Suzana ficou ali, não podia ver sua filha ir embora.
Sara entrou no carro, bateu a porta, não ousou olhar para Will, aquele cara lhe dava arrepios. –Coloca o cinto pirralha.
–Para onde nós vamos?
–Te ensinar a atirar, e depois, precisamos ver uma pessoa.
Sara percebeu que Will não era de falar muito, não que ela quisesse falar com ele, ainda se lembrava de tudo o que aconteceu n noite anterior, se lembrava de alguém controlando o seu corpo, da imagem de um homem dizendo para não ter medo, pensando bem o homem de preto disse “Não tenha medo, Will está aqui.”, quem era aquele homem? Quem era Will? Tudo aquilo parecia surreal demais, como se fosse um sonho.
5 meses depois, 13 de Fevereiro de 1996
Will parou o carro em uma beira de estrada, ele a mandou descer do carro, ela já sabia o porque, hora do treinamento.
Wil foi até o porta-malas, enquanto ele pegava o fardo de cervejas Sara carregava a bolsa das armas e das munições, Will a chamou, os dois caminharam em direção ao bosque que se via um pouco ao longe.
Sara seguiu Will até acharem uma clareira, ele tirou uma das latinhas do fardo e bebeu, colocou a lata vazia em um tronco caído no fim da clareira, ele voltou, sentou-se ao seu lado no chão e mandou a garota atirar.
Já não era tão estranho pegar nas armas, principalmente depois que descobriu sobre a Aura e como usá-la, apesar de antes de tudo começar ela ter medo de armas, aqueles dois revólveres em sua cintura eram diferentes, eles eram “quentes”, Sara puxou um deles conseguia sentir sua energia aumentando, como uma euforia, como se o tempo parasse ali, parecia que a lata estava bem a sua frente, ela puxou o gatilho como se fosse a coisa mais natural do mundo, o revólver explodiu em sua mão, e de repente toda aquela sensação sumiu, a bala bateu cerca de quinze centímetros da lata, Sara se sentiu cansada, agora se sentia fria, sentia o metal frio da arma em suas mãos, a lata continuava intacta sobre o tronco que agora se encontrava muito longe dez, talvez a quinze metros de distância, ela se sentiu tonta e cambaleou.
–É boa a sensação, não?- Era a primeira vez que Will falava com ela, sem se referir a ela como pirralha, e sem ser o Will sombrio que ela conhecia até agora.
–Sim, mas me sinto cansada, me sinto sem energias, é estranho.
–Acho que já lhe expliquei sobre as Auras garota, controle a quantidade e tente não desmaiar, a aura é sua energia vital, sua manifestação da alma dobre o mundo material, se usar demais esse poder sem poder aguentar as consequências, vai acabar morrendo.
–Eu sei Will.
–Garota, você não sentiu nada do poder da aura, podemos dizer que usar esse poder significa usar sua alma como arma.
Will puxou o seu Magnum do coldre e mirou em uma árvore, Sara podia sentir a energia que se acumulava na mão de Will, ele disparou, a bala atravessou a árvore, e mais duas atrás daquela mesma. Por um momento aquilo fez com que Sara esquecesse tudo, as perguntas sobre seu pai, sobre Will, e principalmente, sobre ela.
–Você tem talento garota, lembre-se da euforia, concentre-se apenas na arma e no alvo, respire, e quando sentir o calor da arma dispare.
Ela puxou o Colt novamente, dessa vez fixou o olhar na lata, aos poucos a distância parecia diminuir, ela sentiu a mão esquentar e puxou o gatilho, a bala explodiu bem no meio da lata, Sara ficou ali parada por um segundo, com um meio sorriso no rosto, até cair sem forças no chão.
–Garota, você tem a mira do seu pai.
Continuaram naquilo durante toda à tarde, quando o sol finalmente se pôs, Will recolheu a sacola de munição, e ela o ajudou a carregar.
Foram de carro até um hotel próximo dali, apenas umas duas horas de viagem, onde passariam a próxima semana, até que Will se recuperasse e a garota soubesse atirar.
Ela era um talento nato, no terceiro dia já conseguia atirar em moedas a trinta metros de distância, mas ela teria a força de seu pai?
Foi no quinto dia que ele resolveu tentar algo diferente, colocou seis latas espalhadas na clareira. - Dessa vez quero que relaxe, deixe fluir, localize os alvos, mas dessa vez use os dois Colts, deixe que o tiro saia do seu subconsciente, concentre toda a Aura que tiver nas armas, e deixe fluir.
Sara não entendeu muito bem, sabia que se concentrasse toda sua Aura ela desmaiaria de novo, mas era Will, como sua mãe disse, tinha que fazer o que ele mandasse.
Ficou ali, parada, provavelmente durante meia hora, Will teve paciência, a garota estava em um estado de concentração extremo, a cabeça baixa, os Colts pareceriam pesos para os braços da menina se um humano normal a visse naquele estado, mas Will podia sentir, era pouco, mas Sara concentrava toda sua Aura naquelas armas
Ela finalmente se moveu, e era rápida como o pai, mirou com a mão esquerda na lata que estava mais longe, um tiro perfeito, se abaixou e com o Colt direito acertou uma lata que estava em baixo de um tronco, mais um tiro perfeito, agora com os dois braços levantados acertou as latas que estavam penduradas dez metros no ar, mais dois tiros perfeitos, ela usou a aura que lhe restava na mão direita para atravessar uma árvore a sua frente e pegar a penúltima lata, faltava uma, mas não sabia onde estava, relaxou, apontou seu Colt para Will e acertou a última lata que repousava em cima de sua cabeça. Não demorou muito a garota desmaiou, não restavam dúvidas, aquela era mesmo, a filha de Nathaniel.
Nos dias que se seguiram Will forçava a garota a repetir o treinamento, para que resistisse cada vez mais e não desmaiasse a cada luta com um demônio, está certo que aquelas eram apenas latas de cerveja vazias, mas a cada dia parados naquele hotel de beira de estrada Will sabia, o perigo se aproximava cada vez mais.
Foi por esse motivo que Will decidiu apressar o treinamento de Sara, ela já tinha o talento, faltava à experiência.
Dia 21 de Fevereiro de 1996
Will se sentou em sua cama, com a mala das armas ao seu lado, Sara estava na cama ao lado, desmaiada novamente com aquele ar de quem dorme sem sonhar, ele abriu a mala, afastou os vidros de água benta, e pegou um grande pote de vidro que estava bem no fundo da mala, continha um líquido preto e pegajoso, ele posicionou o vidro cuidadosamente no chão no meio do quarto.
Sara despertou, Will apontou a comida em cima da mesa, Sara entendeu e sentou-se para comer, enquanto olhava Will com curiosidade.
–Coma, hoje é um dia especial- Ele tirou um cigarro preto da cigarreira de prata, quando foi guarda-la, Sara viu um N gravado a mão na parte de trás.
–Um dia especial?
–Hoje você vai matar o seu primeiro demônio.
Sara arregalou os olhos, olhou para Will como quem não acreditava. Continuou ali estática.
–Come logo, não temos o dia todo.
–Will, como vamos achar um demônio?
–Aquilo no chão, é sangue de demônio, quando eu o alimentar com a minha Aura, um demônio corpóreo vai aparecer, agora coma pirralha.
Sara terminou o café e se sentou na cama, esperando por Will dar ordens, mas ele simplesmente acendeu o cigarro, e assoprou a fumaça, que surpreendentemente cobriu todas as paredes do quarto, Sara começou a se lembrar da noite em que viu Will pela primeira vez, pensou que o demônio apareceria logo ali, com o reflexo que adquirira nos últimos dias, puxou ambos os Colts e ficou em alerta.
–Abaixa essa arma pirralha. –Ele agora se encaminhava para perto do pote. –O que eu vou fazer aqui é reviver um demônio, não é um demônio forte, a fumaça desse cigarro impede que o demônio consiga sair, mas concentre-se o máximo que conseguir.
–Will, se eu fizer isso, me conta sobre meu pai?
–Conto, um pouco, mas agora se concentra, existem quatro tipos de demônios, os amarelos, verdes, vermelhos e finalmente os negros, essa é a ordem de força de cada um, o que eu vou reviver é um amarelo. Acalme-se, concentre a Aura na arma, e acerte bem no meio da máscara, você ainda lembra o que é a máscara?
–Ok, me acalmar, a máscara é o que sobra de humano na pessoa após ser possuída e, se a máscara se completar durante a possessão, o demônio tomará forma e escapará para a nossa realidade.
–Muito bem, e lembre-se, acalmar, apontar e atirar.
Will meteu a mão na gosma preta , foram dois segundos até que ela começasse a se expandir , mais dois segundos e quebrou o vidro, agora começava a se erguer, tomava uma coloração amarela onde deveria ser o corpo, e uma máscara branca tomou o lugar de sua face.
Sara puxou os dois Colts e ergueu-os ao ar, mirando bem no centro da máscara, mas não sentiu o calor nas mãos, sentiu medo, como se aquela criatura na sua frente fosse arrancar seu coração fora, e foi também quando ouviu a voz de Will – Oque está fazendo pirralha? É só um demônio fraco, concentre-se!
As palavras de Will foram como uma injeção de razão nas veias de Sara, ela podia sentir, aquele não era um demônio forte, sua Aura era muito menor do que aquele vulto negro que a tinha possuído.
Ela ergueu o Colt esquerdo concentrando um pouco de sua Aura na arma e atirou, não seria tão fácil assim, a bala se alojou na máscara, causou uma pequena rachadura, e foi então que ela entendeu, Will explicou as formas de se matar um demônio:
1-Usar a sua Aura para feri-lo e romper a máscara, se a sua aura não for forte o suficiente, ele simplesmente sentirá o dano e se regenerará .
2-Arrancar o coração do demônio e quebrar a corrente que prende seu coração, a corrente é o símbolo da maldade que aprisiona aquele espírito maléfico a este mundo.
3-Usar o sangue de demônio em uma arma revestida com sua aura, o que cria uma Aura artificial, que pode ferir o demônio, apesar de ser menos eficaz.
Sara guardou o Colt esquerdo, concentrou-se o máximo que pode no direito e sentiu que seria o suficiente, mas o demônio a atacou, ele era lento comparado a ela, ela se esquivou e, calmamente mirou no centro da máscara, foi uma explosão única, o buraco que o Colt fez irrompeu em chamas azuis, que vieram a consumir o demônio.
De trás daquelas chamas revelou-se um William sorridente e orgulhoso, ele se sentou na cama, olhou para ela e disse- Venha garota, vou lhe contar sobre seu pai.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Sara, Inicio. História escrita por Guilherme Ruggiero

  

 

Sara, Início.


Sara é uma garota aparentemente normal, o pai morreu quando ela era ainda um bebê dentro da barriga da mãe, agora Sara a adolescente de quinze anos, começa a experimentar os prazeres proibidos da vida, o que acaba por desencadear vários eventos que em breve mudarão sua vida.

Redwoods - Cap 7 por: Ali-chan



7º Capitulo - O ódio

O grupo entrou num estado impossível de descrever, perante tal cenário, tais sons, tais acontecimentos, não se conseguiam mexer nem falar, o medo era o sentimento predominante.
Algo surgia na parede, começou-se a formar uma mancha preta de forma redonda no meio da mesma,  saia por ela correntes com picos iguais às que haviam aparecido no teto, mas em menos quantidade, por entre todas essas correntes algo mais começava a ser visível, algo como uma cabeça.

- Vamos ser todos mortos - Disse Juuvia que já estava a beirar a insanidade.

Após ter dito aquilo, metade de um corpo de uma criança estava agora visível na parede, a criança aparentava ter à volta de 8 anos, cabelos longos e pretos, com um inocente vestido branco, a sua cara não demonstrava expressão e fitava todo o grupo. Como poderia algo com tal aparência possuir tais coisas, como correntes cobertas de picos, algumas delas com o tom vermelho na ponta. Era algo contraditório,  ver uma criança no meio de tudo aquilo, era simplesmente impensável, ainda mais pensar que ela seria a causa de tudo aquilo.

- Isto não pode estar a acontecer - Disse Guts - Temos que sair daqui o mais rápido possível  eu não quero ter o mesmo destino que o outro homem. - continuou Guts a entrar em pânico.

Guts havia começado a se mexer como por milagre, dirigia-se ao sitio onde antes estava a porta, coberta agora de sangue, mal dava para distinguir. Ele ganha lanço e atira-se contra a porta com todas as suas forças numa tentativa de a abrir forçadamente. O grupo havia ficado parado a olhar para a garota que ali estava, imóvel e serena. Ao ouvir o barulho que Guts havia feito na tentativa falhada de abrir a porta, a garota vira a cara em sua direcção lentamente, mas agora com uma expressão destacada no seu rosto, irritação. Guts notou que ela havia se focado nele e fica paralisado uma vez mais pelo medo de morrer ali. A garota mudou então de volta a sua expressão e aparentava estar serena de novo. Pepe que vê que ela já não se focava no grupo e sim no Guts, ganhara coragem e falou.

- Eu não vou morrer nesta merda de lugar. Eu tenho que sair daqui. - Disse Pepe com todo o seu corpo a tremer de pânico 

A garota agora focava-se em Pepe que tinha falado. Estava agora com uma cara de dúvida.
Guts, que retornou aos seus sentidos pelas palavras de Pepe e por não estar mais a ser mirado, decide fazer uma nova tentativa, para que eles pudessem sair dali. Dá então o lanço necessário e parte para uma nova investida contra a porta. Antes de conseguir lá chegar ouve o barulho de correntes e num milésimo de segundo é perfurado na barriga por uma das correntes próximas à garota. O grupo não acreditava no que via. Guts, ainda vivo, a perder os seus sentidos, olha mais uma vez para o rosto da criança, que estava agora com uma expressão satisfeita.

-Ah, entendo, estavas a escolher quem matar primeiro sua aberração. - Disse Guts com um misto de sorriso e dor.

Ao acabar de dizer aquilo as correntes do teto seguem em direcção a Guts amarrando-o e espetando todos os picos em seu corpo, estava agora envolvido por correntes, via-se sangue a sair por entre elas, começaram a apertar e apertar, ouvia-se gritos que ecoavam por toda a casa. Ao ouvir tal coisa, o grupo parecia ter voltado aos seus sentidos, Ali e Juuvia começaram a chorar perante tal visão do inferno, tapando os olhos com as mãos.

- Guts desculpa. - Desculpou-se Sonder. - Mas vamos aproveitar esta chance.

Sonder olhou para Pepe que se havia virado para sonder quando ele tinha começado a falar e assentiu com a cabeça. Pepe percebeu imediatamente o plano e começaram a correr em direcção à porta sem olhar para o amigo que estava agora coberto de correntes e já não estava visivel. Com toda a força que conseguiram arranjar, os dois foram contra cada uma das portas e com um misto de alivio e concretização viram que tinha conseguido abri-la caindo para o outro lado devido ao desequilíbrio ao fazê lo. Levantaram-se imediatamente e gritaram.

- Corram, não temos tempo. Venham rápido antes que sejam pegos. - Gritaram eles.

O grupo que vira o que tinha acabado de acontecer iam para dar o primeiro passo em direcção à porta, mas algo aconteceu.
Já não se ouviam os gritos de dor do amigo, o grupo olhou uma vez mais para as correntes que envolviam o corpo de Guts, elas tinham parado, ouve-se um riso, pertencia à garota que estava na parede, ela nem tinha notado que Sonder e Pepe tinham aberto a porta, estava completamente imersa no prazer de matar Guts, ao rir as correntes esticaram todas ao mesmo tempo, o corpo do Guts já não se parecia com um corpo, estavam a cair pedaços de carne. Não dava para reconhecer o amigo que já estava morto, as poucas partes que ainda se mantinham estavam todas com golpes profundos. No meio de todas aquelas correntes, os picos tinham esquartejado Guts e ao estica-las a garota arrancou vários membros do corpo já morto dele.
O grupo perante aquilo começava a correr a desculpar-se por não ter conseguido fazer nada, eles saíram e não olharam para trás, correram sem rumo, todos juntos a lamentar-se e ainda a tremer com pânico e ansiedade.

Próximo Cap. A casa abandonada.

Redwoods - Cap 6 por: Ali-chan



6º Capitulo - Pânico & Ansiedade.

Fazia horas que o grupo corria pelo caminho traçado no chão, o mesmo estava
cada vez menos visível, de lanternas ligadas, continuaram sem parar, na esperança
de chegar rápido à estação.

- Mas que merda, isto não tem fim. Demora assim tanto tempo a lá
chegar? - Perguntou Pepe ofegante.

- Realmente já era para lá termos chegado. - Disse Guts que também já
estava cansado.

Ao terminar de dizer isto, o grupo vê uma luz ao fundo no meio da floresta.

- Já estou a ver! vamos rápido! - Exclamou Juuvia aliviada.

Ao se aproximarem deparam-se com algo que nunca esperariam.
Tinham voltado à casa na floresta.

- Mas que se está a passar aqui? Que raios! andamos em círculos - Disse Pepe já
perdendo a pouca paciência que lhe restava.

- Mas... como é possível? - Pergunta Ali a desvanecer.

- Isto não está certo, a gente correu quase sempre em linha recta, da casa
à estação é assim. - Disse Sonder pensativo.

- Parece que aqui a Amazónia nos anda a pregar partidas. - Disse Happy sem
expressão de brincadeira.
- Eu quero ir para casa... - Disse Juuvia a desesperar.

- Gente, está de noite. é normal nos perdermos. Mudança de plano, entraremos
e fazemos vigia por turnos, duas pessoas de cada vez, assim fica mais fácil
não caírem no sono. - Disse Guts formando um novo plano.

Ainda que com receio de ficar ali, todos concordaram, precisavam de descanso
após tantas horas a correr pelo solo difícil da floresta.
Correram um pouco mais até à entrada, pois estavam ansiosos e com medo que algo
os pudesse estar a vigiar naquele momento.

- Nada melhor que correr nestas situações, até tenho medo de olhar pelo
ombro. - Disse Happy tentando se acalmar a si mesmo.

- É, quanto mais corremos mais ansiosos ficamos, mas não podemos
simplesmente andar, a sensação de estarmos a ser seguidos é cada vez maior, a
possibilidade de isso estar a acontecer não é nula também. - Disse Sonder com
uma expressão tranquila.

- Isso era suposto nos acalmar? Raios! Não posso nem ouvir tu a falar que me
dá ainda mais nervos. - Diz Pepe tentando alcançar o seu maço de cigarros
no seu bolso.

- Apressem-se - Diz Happy.

O grupo chega então à entrada da casa, tudo estava normal, Guts abre a porta e
entra de seguida seguido pelo grupo. Quando todos haviam entrado na casa, a porta
fecha-se com um estrondo e todos começam a ouvir o mesmo barulho, correntes,
correntes que batiam umas contra as outras, mas algo mais, parecia como facas
a serem afiadas.
O grupo entra em estado caótico, Ali e Juuvia começaram a
gritar em pânico, o resto do grupo ficou parado assustado, sem palavras para
o que estavam a ouvir, não havia como se mexerem, o medo era insano. Todos
estavam a tremer, ninguém sabia de onde o barulho vinha, era de baixo dos seus
pés, acima das suas cabeças, pela esquerda, pela direita, atrás e pela frente
não havia como saber.
Todos se aproximaram uns dos outros, olhando em todas as
direcções confusos e sobressaltados. O pânico reinava, não havia sinais de correntes
nem de algo afiado, estava tudo normal em aparência. Quando de repente.

- Está ali algo.... - Disse Sonder.

Todos olharam na direcção para que Sonder estava a olhar, havia uma mancha a
crescer no topo da parede, vermelha, espessa, crescia sem parar, de forma lenta
começou a escorrer até que ficou óbvio do que se tratava, sangue.

- Que raios!!! vamos sair daqui, vamos ser todos mortos! - Gritou Pepe em pânico.

Juuvia recuava abanando a cabeça enquanto falava algo.
- Isto não pode estar a acontecer, tirem-me daqui, alguém me acorde por favor.

- Vamos sair daqui e já! - Exclamou Guts que partia agora em direcção à porta
tentando abrir a mesma. - Está trancada!

Ao acabar de falar surpreendido, Guts olha na direcção onde estava a pequena
mancha de sangue e para seu espanto e medo, já não era tão pequena assim,
havia se espalhado por toda a parede, e estava agora a escorrer por todas as
outras, o teto rachava, num estrondo, começavam a sair correntes com picos por
ele, cobrindo todo o teto, o chão havia mudado para uma cor vermelha escura com
uma textura estranha, parecia como entranhas de um monstro gigante.
Todos estavam no auge do medo, ouvia-se gritos, a luz
começava a oscilar.
Ali fechava os olhos, não aguentava tamanha visão de horrores,
mas demonstrou-se ser um erro, visões ainda mais horrendas lhe vieram à mente,
mais do que isso, levava-a para outra dimensão, como se estivesse presente no
inferno em si, ouvia-se gritos, correntes, chamas, risos. Por momentos foi-lhe
transmitida a mesma dor pela qual as pessoas dos gritos estavam a passar. Era
como se os gritos deles transmitissem a dor para quem os ouvisse.
Ali não conseguia abrir os olhos, como se uma grande força os tivesse a manter
fechados. Perante tal cenário ela faz toda a sua força para conseguir fecha-los
naquele inferno e tentar assim voltar para o mundo onde estavam os seus amigos,
que seria uma pequena amostra do inferno que vira.
Ali consegue, e repara que havia silencio na casa da floresta, o barulho das
correntes havia parado, mas o cenário pintado de vermelho estava igual.
O grupo estava agora calado, a tremer por todos os cantos, sem saber o que
fazer.
Eis que surge algo na parede já pintada de um vermelho espesso...

Próximo capitulo: O ódio.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Redwoods - Cap 5 por: Ali-chan



5º Capitulo - Visão ao luar

Passou-se a manhã e a hora do almoço, e o grupo havia combinado o que fazer.
Iriam até à entrada do pântano e ai separar-se em dois grupos, cada um ia dar a
volta ao mesmo, mas por lados diferentes. Ali, Happy, Sonder iam pela esquerda,
enquanto que Juuvia, Guts e Pepe iam pela direita, os dois iam contornar o
pântano e encontrar-se do outro lado.

- Podemos não estar a cobrir uma area maior, mas assim temos a certeza que
nos encontramos com o outro grupo do outro lado - Sonder concluía a estratégia
ao chegar à entrada do pântano.

- Vais ficar bem Ali? - Pergunta Juuvia olhando preocupada para a amiga.

- Sim, já me sinto melhor, e apesar de tudo sinto-me mal por não ter ajudado
o homem. - Respondeu Ali determinada.

- Pronto então é isso, vamos lá. - Diz Guts terminando a conversa.

Todos assentiram e cada grupo foi para o seu lado. A floresta estava
cada vez mais densa e o solo cada vez mais mole, parecia que iam ficar com o
pé preso a cada passo.

- Acho que nos devíamos afastar mais um pouco do pântano - Disse Sonder olhando
para chão e levantando o pé.

- Pois tá a começar a ficar difícil andar por estes lados. - Respondeu Happy.

- Vamos então nos afastar, mas devemos aumentar o passo para chegarmos ao
mesmo tempo que o outro grupo. - Sugeriu Ali.

Happy e Sonder concordaram e assim o fizeram, afastaram-se um pouco
do pântano e o ar mudou completamente, antes que estava com o ar pesado e chão
mole, tornara-se totalmente diferente, sentiam mais facilidade em respirar e
também em caminhar. Foram andando sempre tentando manter uma linha de distância
dos sinais que avistavam ao redor do pântano.
A floresta estava quieta, nem um único som se ouvia, excepto pelos passos do
grupo.

- Isto é sinistro, como é que uma floresta tão grande está com tanto
silencio? - Pergunta Sonder de forma retórica.

Os outros dois que não haviam notado em tal silencio olhavam agora em
volta na esperança de encontrar algum sinal de vida animal, mas em vão. A floresta
ficava cada vez mais escura, o sol começava agora a descer.

- Está a ficar tarde, Ali tu hoje fizeste caminhadas para 1 semana inteira
- Diz Happy num tom de brincadeira, tentando amenizar o clima tenso.

- O que devemos fazer? Voltar? está a ficar escuro, e nós nem sabemos se o
resto do grupo já lá chegou, ou se voltou para trás. - Perguntou Ali.

- Boa pergunta, o combinado foi do outro lado do pântano, mas parece que é
enorme, dúvido que os outros tenham lá chegado também e devem estar a fazer as
mesmas perguntas. Eu diria para voltarmos, tenho a certeza que o Guts diria
o mesmo. - Respondeu Sonder

Os dois outros concordaram, e viraram-se para
trás para fazer o caminho de volta. Ao virar-se os 3 começam a ouvir vozes
ao longe e passos. Assustados olham em seu redor à procura de alguma pista de
quem poderia ser.

- Eles estão ali - Disse Ali aliviada.

- Uffaa, parece que este era o ponto de encontro então - Disse Happy que
partilhava o mesmo alivio.

- Oiiii - Gritou Happy enquanto acenava.

- Ohhh, são vocês, que susto. - Disse Juuvia a aproximar-se.

- Então alguém encontrou algo? - Perguntou Guts.

- Não, isto é estranho, nem há som dos animais e o ar é pesado, fora isso,
não há nada para reportar chefe. - Disse Happy com um tom de brincadeira.

- Com tanto caminhar, perdi o meu snack das 6, vamos é voltar que estou cá com
um fome dos diabos. - Disse Pepe.

- Concordo, é melhor voltarmos. - Disse Sonder.

O grupo que estava agora completo, seguiu tudo para trás num passo acelerado,
ficava difícil para ver com a escuridão, que agora cobria a maior parte da
floresta.
O sol estava-se a pôr. O grupo aumentou ainda mais o passo com medo de se perder
na densidade da floresta, não vendo nada, não tinham como voltar, ao fim de
algum tempo a caminhar em linha recta. Avistaram a luz que haviam deixado acesa
na casa.

- Finalmente chegamos!! - Exclamou Juuvia com entusiasmo.

- Uffa, finalmente pudemos sair daquela maldita floresta. - Disse Pepe.

O grupo ao chegar perto da porta ouve um grito que ecoou por toda a floresta.

- Que foi? Ali? que aconteceu? - Pergunta Guts a olhar para Ali, era ela quem
tinha gritado.

Ali não conseguia falar, simplesmente apontou, com os olhos arregalados, a cair
lágrimas e uma expressão de puro medo no seu rosto. Uma visão do inferno, uma
atrocidade. Numa árvore próxima da casa, havia um corpo ali suspenso por arames.
Um homem, suas mãos e pés haviam sido arrancadas, um corpo sem olhos,
sangue ainda escorria por todo o seu corpo, havia arame farpado a
prender os seus braços e pescoço, que era o que mantinha o corpo ali suspenso.

- Mas... que.. merda é esta????? - Disse Pepe exaltado, não acreditando
naquilo que estava a ver à frente dos seus olhos.

- A.. aquele... é... - Ali não conseguia continuar a frase, havia caído para
trás ficando sentada a chorar com as mãos na cara, Juuvia ficou estática,
com uma cara indecisa na emoção haveria de transmitir.

- Levem-nas para dentro, Pepe vem comigo - Disse Guts.

Happy e Sonder ajudavam agora as duas a se mover, levando-as
para dentro. Todos estavam exaltados, assustados, chateados, arrependidos.

- Pelo que a Ali disse, este é o homem que ela viu lá no pântano, tem o arame
farpado e tudo cravado no corpo, ela não estava mesmo a mentir. - Disse Guts
tentando arranjar algum sentido na situação.

- Mas que merda, nunca devíamos ter vindo aqui Guts. Mas que raios se está a
passar aqui? - Perguntou Pepe acendendo um cigarro impacientemente.

- Não sei, mas temos que sair daqui o mais rápido possível. - Disse Guts a
formar um plano - Pepe, quero que te mantenhas calmo, dentro de todos és o
mais exaltado, não seria bom deixar os outros ainda pior nesta situação.
- Continuou Guts.

- Não vires isto para mim, tenho todo o direito
de estar como estou. Quero é sair daqui para fora, já não estou a gostar nada
desta viagem. - Disse Pepe dando mais uma passa no cigarro.

- Os telemóveis não funcionam, não há rede aqui, vamos ter que ir a pé até
à estação, não queria sair daqui de noite. Mas estamos em ainda mais perigo
ao ficar parados na casa. - Ao dizer isso, Guts voltou-se para a casa e concluiu.
- Vamos rápido.

Ali não sabia como agir, estava a chorar, não conseguia parar, andava de um lado
para o outro em pânico à volta da sala, Juuvia havia se sentado no sofá a murmurar
"porquê nós?", Happy estava encostado a olhar fixamente para um ponto tentando
pensar que tudo aquilo não passava de um sonho e por fim Sonder havia se
encostado a um canto pensativo, aparentemente calmo. Guts e Pepe entram na casa.

- Vamos sair daqui, levem o necessário, esqueçam o resto, não há tempo para essas
coisas. - Disse Guts que já havia formado o plano.

- Mexam-se, ou querem um  empurrãozinho de quem matou aquele individuo? - Gritou
Pepe exaltado.

O grupo parecia ter voltado ao mundo real, e apressaram-se para fugir.
Saíram a correr pela porta da frente levando apenas casacos, telemóveis e lanternas.
Correram pelo caminho para voltar à estação evitando olhar para o corpo
mutilado preso na árvore.
Correram com todas as suas forças.

Próximo Cap. Pânico & Ansiedade.

Redwoods - Cap 4 por: Ali-chan



4º Capitulo - O homem misterioso

Passou-se a noite e Ali é a primeira a acordar, apressa-se para se vestir e
preparar-se para o dia, e segue em direcção à sala na entrada da casa, repara então
que ninguém ainda estava a pé, e decide ir dar um passeio para conhecer um pouco
melhor as redondezas e também porque era habito para ela.
Deixando uma anotação para avisar os amigos que iria sair, sai então com os
fones nos ouvidos e decide ir em direcção a uma montanha que avistara ao sair
pela porta da casa. Ao fim de ter andado durante uns 10 minutos repara à sua
esquerda num sinal que ali estava cravado na terra,
Ali aproximou-se para o conseguir ler:
"Perigo, não ultrapassar este sinal pântano em frente"

- Hum então era isto que o Guts estava a...

Antes que pudesse terminar a frase, Ali sente um toque no seu ombro, ao qual ela dá
um salto e solta um grito ao virar-se. Depara-se então com um homem de
aparência moribunda cheio de arame farpado cravado em seus braços,
com sangue a escorrer pelos mesmos e também pela cabeça.
O homem ensanguentado tenta então aproximar-se um pouco mais de Ali a murmurar
algo, Ali entra em pânico e corre desesperadamente pelo caminho de volta à casa.
Ao chegar ofegante, tranca imediatamente a porta e vê que Guts e Juuvia já
estavam a pé a preparar o pequeno-almoço.

-Eu... Eu... acabei de ver um homem, cheio de sangue... e com..
arame farpado no corpo.. - Disse Ali ainda em pânico e ofegante, mas aliviada
por ter chegado a casa em segurança.

- O quê??? Como assim? onde? - Questionou Guts perplexo.

- Na entrada para o pântano, eu estava a ler o sinal e ... e... ele apareceu do
nada... e.. murmurou algo estranho - Disse Ali ainda ofegante e a tremer.

- Calma, acalma-te Ali, tens a certeza? que disse ele? - Perguntou Guts.

Juuvia estava parada de boca aberta num canto a olhar para nós os dois.

- Ele.. disse-me "ajuda-me" e aproximou-se de mim, havia tanto sangue,
não consegui suportar e corri, como se eu fosse capaz de ficar parada depois
daquilo. - Disse Ali a desesperar.

Ao ouvir o barulho o resto do grupo havia acordado e descido.

- Tanto barulho logo pela manhã, que está a acontecer? - Perguntou Sonder.

- A Ali diz ter visto alguém perto do pântano cheio de sangue a pedir
ajuda. - Respondeu Guts

- Então devemos ir rápido ajudar o homem, Ali podes guiar-nos o caminho? - Perguntou
Happy.

- Eu não quero lá voltar, eu fico, não quero me deparar com algo assim
de novo. - Disse Ali desesperada ainda a tremer.

- Eu também não quero ir gente - Disse Juuvia que recuou um passo com cara
assustada.

- Eu sei onde fica a entrada do pântano, Happy, ficas com elas aqui na casa,
a gente vai lá ajudar o homem. - Disse Guts.

- Okay chefe - assentiu Happy.

Guts, Pepe e Sonder  apressaram-se para sair de casa em direcção à entrada do pântano mais próxima.

- Estás bem? - Perguntou Juuvia a aproximar-se de Ali e a pôr a mão no seu
ombro. Ali deu um pulo, porque lhe havia relembrado aquele momento não muito
distante e afirmou devagar com a cabeça.
Guts, Pepe e Sonder haviam chegado à entrada do pântano entretanto, mas olharam
em redor e não viram nada, procuraram por sangue e nada encontraram.

- Que será que aconteceu? Será que ela nos está a pregar uma partida? - Perguntou
Sonder.

- Não acho, ela estava demasiado assustada, tenho a certeza que ela não inventou
esta situação. - Respondeu Guts.

- Hum então só resta a opção de ela não ter tomado os comprimidos para a
cabecinha - Disse Pepe num tom de brincadeira.

- Seja lá o que for, ela está muito assustada, vamos voltar e pela tarde
procuramos mais pistas sobre o que aconteceu. - Disse Guts.

Os 3 retomaram para casa e ao chegar viram que Ali já estava mais calma.

- Ali não vimos ninguém, depois do almoço vamos procurar melhor em volta,
não te preocupes. - Disse Guts.

Ali assentiu com a cabeça devagarinho ainda um pouco em choque e a
tremer.

- Mas que situação, viemos cá para diversão e acabamos numa de CSI
Redwoods. - Disse Pepe num tom de brincadeira.

- Não acho que seja o momento para brincadeiras Pepe - Disse Happy.

- Bom vamos ficar por casa de manhã, almoçamos e partimos então. - Declarou Sonder.

Próximo capitulo: Visão ao luar.

Poemas do Happy - Amo-te

Amo-te não só por aquilo que és,
mas por aquilo que sou
quando contigo estou.

Amo-te não só pela forma que pensas,
mas por tudo o que me fazes pensar
quando tou com a cabeça no ar.

Amo-te não só por tudo o que fizeste de ti,
mas por tudo que fazes de mim
quando o mundo fica assim.

Amo-te não só por o que um dia foste,
mas por tudo o que me tornei
quando um dia te amei.

Enfim... 

Amo-te porque desde que te conheci
o meu coração
bateu mais forte por ti.

      

domingo, 27 de janeiro de 2013

Redwoods - Cap 3 por: Ali-chan



3º Capitulo - A casa na floresta.

Seguiram o caminho traçado no solo de terra, cheio de árvores em redor do grupo,
durante uma meia-hora, se não fosse por aquele caminho que por vezes não era bem
destacado, o grupo já estaria perdido à muito.

- Ainda falta muito? já me doem os pés - Reclamou Pepe.

- Se bem me lembro estamos mesmo a chegar, a pior parte é mesmo esta,
temos que andar um pouco até à casa - Respondeu Guts.

- Ah estou a ficar cansada, andar neste chão é cansativo, além que me está a
sujar toda. - Disse Ali sacudindo o pé.
- Um pouco de exercício não faz mal a  ninguém - Disse Happy rindo.

- Já estou mesmo a ver, o Pepe vai ficar maluco no meio da floresta e
nós não temos rede no telemóvel para chamar a policia para prende-lo. - Disse Sonder num
tom de gozo (zoeira).

- Eii, como podes dizer isso? Estou é com medo de ti, sempre caladinho que
só fala de vez em quando e com mau humor, davas um bom serialkiller! - exclamou
Pepe.

- Vá, vá gente, não é preciso serem maus, viemos cá para relaxar e estarmos todos juntos, não estraguem o propósito  - Disse Juuvia com bom senso.

- E pronto, parem por ai porque chegamos - Disse Guts virando-se para o grupo.

Um grito colectivo ecoou pela floresta - Finalmente!

Parecia que todos tinham recuperado as forças e foram então
cheios de energia a correr para a entrada da casa que mais parecia uma mansão
abandonada.
Estava até em bom estado pelo lado de fora, a madeira estava em boas
condições e tirando a sujidade, poeira e teias de aranha, estava tudo em perfeito
estado.

- Esperem eu tenho aqui a chave, acalmem-se porque não vale a pena arrombar
a casa na qual vamos passar o fim-de-semana. - Disse Guts num tom de brincadeira.

- Pois, a gente vai comportar-se, não te preocupes, mas o Pepe entra por ultimo,
ele com a excitação pode partir alguma coisa - Disse Sonder num tom de desafio.

- Hann? .... - Antes que Pepe pudesse continuar Ali interrompeu

- Parem, parecem crianças a brigarem, deixem o Guts passar para abrir a porta.

Dito isso, Guts passa pelo grupo e destranca a porta com a chave comprida que
tinha na mão. Ao abrir a grande porta feita de madeira maciça com pequenas
janelas, uma ventania cheia de pó saiu pela mesma, deixando toda a gente a
tossir e a cobrir a boca e os olhos.

- Bem, como disse não é utilizada à bastante tempo - Disse Guts a rir.

- Ao menos não parece que vá parar ao piso de baixo a dormir - Disse Pepe num
tom de alivio e brincadeira.

- Vamos ter muito trabalho pela frente, estou mesmo a ver - Disse Ali.

- É, espero bem é que o fim-de-semana não seja passado a limpar pó! - Exclamou Juuvia.

Guts apressava-se para entrar e abrir as janelas para que o pó saísse mais rápido.
Ao entrar o grupo reparou que até tinha boa iluminação, diferente daquilo que
haviam pensado, as janelas estavam bem posicionadas e a luz entrava facilmente.
Olharam em volta, era muito ampla a divisão, havia uma sala com sofás cobertos
com plástico, e uma lareira em frente, tinha uma pequena cozinha do lado
esquerdo que era separada da sala por um balcão, no meio da sala que era
enorme, tinha uma mesa e cadeiras em seu redor, também ela tapada com
plástico, para que o pó não se acumula-se nas mobílias, no teto tinha um grande
candeeiro. Estava tudo em ordem e deu um grande alivio a todos, por começarem a pensar que afinal não iriam ter tanto trabalho assim.

- Vou lá fora ligar o gerador para podermos começar a ligar as coisas - Disse
Guts.

- Eu acompanho-te - Disse Sonder dando um passo em direcção a Guts.

- Vocês podem ir começando a explorar a casa e escolher quartos - Disse Guts a
ir para a porta de saída - nós não demoramos.

Dito isso sai seguido de Sonder. O resto do grupo foi então à descoberta da casa,
que era enorme. Havia muito poder de escolha em relação aos quartos,
tanta que ainda sobravam. Após terem escolhido deram uma pequena limpeza,
já que a casa não precisava assim tanto e chegou então a hora do jantar,
Ali havia preparado um assado com os ingredientes que havia trazido consigo de casa.
Após o jantar e uma longa conversa animada e cheia de risos, todos se
recolheram aos seus quartos para que no dia seguinte o seu fim-de-semana
começa-se verdadeiramente.

Próximo cap. O Homem misterioso

Os originais - Cap 14 - Final por: Pepe

14° Cap.

Humanidade viva e um sonho continuado! Adeus irmão (Final)

10 Anos havia passado após o incidente que envolvera o grupo York e Happy estavam de Social pareciam que tinham vindo de um casamento. Happy acendia um cigarro enquanto York colocava rosas Nos túmulos e Incensos. e começaram a falar em frente a lapide de Archer que tinha uma espada encravada com seu nome

-É irmão faz dez anos que você não está mais entre nós como está ai no céu? tudo voltou ao normal e quem ficou com nossos lugares? bom espero que você esteja me ouvindo bom o Guts não pode está aqui após o incidente ele conheceu uma garota e começaram a namorar o casamento deles foi hoje quem imaginaria que ele se casaria e que eu iria a um casamento - ria York

-É meu amigo esses tempos foram longos mais hoje estamos aqui eu e York, continuamos da onde você parou e hoje estamos caçando os Demônios que sobrarão, hoje tudo está normal mais nunca se sabe quem será a próxima ameaça e por quanto tempo essa paz ira durar, mais quando acontecer estaremos preparado - disse Happy 

Happy e York se levantam da lapide de Archer cada um pegava uma pistola .42 e deram um tiro para cima um dia nos voltaremos a nos ver irmão pensavam eles e partirão cada um em sua moto Happy uma Sukuzi 330 cc e York uma Honda Rancing 350 e partiam para o Norte.
Enquanto isso em uma casa no meio da floresta uma luz havia pessoas vivendo ali eram duas um Homem e uma Mulher

-Vai demorar muito para sair a comida Ali? - disse Archer acendendo um cigarro

-Mais que droga por que você não vem fazer? do que ficar ai sentando fumando cigarro - disse Ali

-Vamos concorda que a sua comida é muito melhor que a minha - disse Archer - como sera que eles estão agora? provavelmente Guts se casou e Happy e meu York estão caçando Demônios e ganhando dinheiro com isso hahahaha - ria Archer

Enquanto isso uma Horda de Demônios vinha na direção da casa cerca de 50. Archer havia sentido a presença deles e sabia que estavam se aproximando

-Bom a Janta está pronta - disse Ali

-Infelizmente não teremos tempo de descansar parece que esse desgraçados querem um poco de diversão essa noite também - disse Archer

-Já são o segundo grupo essa semana acho que teremos que nos mudar de novo - disse Ali

-Você esta certa que tal irmos para o Norte ouvi dizer que lá tem umas praias bonitas to precisando de Ferias - Disse Archer pegando sua espada

-Sim - Disse Ali engatinhando suas duas pistolas .40

Os Dois cuidarão facilmente dos Demônios pareciam que faziam aquilo a muito tempo Archer colocou seu capuz branco e pegou sua Kawasaki Ninja e Ali colocou um capuz vermelho e foi na garupa eles partirão para o Norte enquanto amanhecia

E Agora o que acontecerá no futuro desses amigos? Sera que Happy e York se encontraram com Archer e Ali no caminho? Sera que eles continuarão a sobreviver e finalmente terá uma vida tranquila como seu amigo Guts ou terão o mesmo fim de Juuvia? bom um dia saberemos quem sabe?
Espero que tenham gostado e Obrigado por lerem e tome cuidado nimguem sabe o que pode acontecer. Obrigado ass. Pepe

Os originais - Cap 13 por: Pepe

13° Cap.
A Batalha Final de Archer e Daniel

O Prédio explodia Ali estava muito ferida e não conseguia se mecher enquanto Archer a segurava, Archer a Pegou no colo e a levou para o que parecia um pedestal e a deixo

-Não se preocupe isso irá acabar logo e eu irei te tirar daqui - disse Archer

-Tudo bem! não se preocupe comigo - disse Ali sangrando

A Batalha final começa Archer versus Daniel o Guerreiro da guerra contra o Guerreiro do Julgamento os dois sacarão suas espadas e partirão um contra o outro Daniel era ágil e com velocidade apareceu nas costas de Archer dando um soco e quando atacara com sua espada Archer defendeu e deu um chute na costela de Daniel, Daniel rolou pelo chão e levantava e partia novamente contra Archer
Barulhos de espadas eram ouvidos eles eram velozes e ágeis atacavam sem exitar e sem deixar brechas Archer deu um salto por cima de Daniel e deu um chute em sua espada fazendo ela cair mais Daniel também era ágil e deu um chute na na mão de Archer fazendo ela voar e prender na Parede, os dois sem armas partiam para uma batalha corporal Socos e Chutes eram direcionados
Archer Deu um soco na boca de Daniel enquanto Daniel tambem fez o mesmo fazendo assim eles se afastarem um do outro

-Por que você fez isso Daniel? Isso podia ter sido diferente e você sabe disso - Disse Archer

-Você sabe meu irmão o que nos via lá de cima no céu, Humanos atacando humanos,pai matando filho,Filho matando Pai,Mãe matando Filha e Filha matando mãe, Estupros, Violência,Esquartejamentos e Mortes. Você sabe que não era isso que queríamos para humanidade quando viemos para a Guerra, os Humanos são mais imundos que os Demônios que só fazem se alimentar, eles são repugnantes, não respeitam sua raça - disse Daniel

-Realmente muitos Humanos não merecem a vida que tem, e com o que acabou de acontecer muitos deles mudaram. Mais a muitos outros humanos que não são como eles que salvam vidas,que amam,que cuidam,que sentem amizade e isso foi o que aprendi com meus amigos que não aprendi vendo do céu meu irmão. Daniel Acorda essa guerra acabou nós vencemos Desista- Disse Archer

-Meu irmão você sabe quem eu sou e meu Julgamento para a Humanidade é a Morte,e para você o mesmo destino dela. Eu já matei uma de suas amigas e outra está prestes a morte só a esperar - Disse Daniel - e você vai ver os Humanos Queimar e morrerem meus planos foram destruídos mais não acabara aqui eu recomeçarei novamente HAHAHAHAHA - ria Daniel

-Ela não morrera eu não deixarei e nem a humanidade mesmo que para isso tenha que te matar - disse Archer 

Archer parte para cima de Daniel e mais veloz que ele da um soco em seu rosto, Daniel fica abismado com a velocidade de Archer que logo aparecia em ciam dele e dando um chute em seu estomago fazendo com que o chão fosse destruido com o impacto, Archer não teve pena e começou a dar varios socos em Daniel. Após da vários Socos em Daniel, Archer o pega pelo pescoço e da um chute em seu rosto o jogando longo mais quando Archer se preparava para das o golpe final Daniel o Pega pelo Braço e da um a Joelhada em seu estomago e depois da um chute em seu rosto uma revira volta acontecia agora Daniel que estava no Ataque encostou Archer na parede e começou a soca-lo
dava vários socos em seu estomago e em seu rosto. Archer pega a mão de Daniel

-Me desculpe mais não posso morrer Aqui, Foi bom ter te conhecido irmão masi nos vemos no inferno - Disse Archer

-é o que veremos - disse Daniel a ri de Archer

Archer da uma joelhada no estomago de Daniel e começa a soca o seu rosto Archer da uma rasteira em Daniel e rapidamente salta na parede para pegar a espada que estava presa apos isso Daniel corre até sua espada e a pega do chão os dois partirão ferozmente um contra o outro um barulho de espada eh ouvido e eles estavam de costas um para o outro

-Adeus irmão, acho que morreremos aqui - Disse Daniel

-Te vejo no Inferno Daniel - disse Archer

Após um segundo um corte no pescoço de Daniel aparece e sua cabeça cai no chão e rola enquanto o corpo cai de joelhos, Archer vai até a Ali e a Pega no colo

-quem venceu? - perguntava ali quase inconsciente 

-Eu disse que não iria demorar, agora vamos tenho que cuidar de você - disse Archer desaparecendo na fumaça das chamas com Ali

o Grupo que estava a chorar viu o Prédio explodir e cair no chão a Paz voltava, o grupo de amigos fizeram uma Lapide para Ali e Juuvia enquanto York fazia ao lado uma para Daniel e Archer

A Paz volto a Humanidade? Finalmente tudo havia acabado? e Ali e Archer morrerão após a explosão?

Redwoods - Cap 2 por: Ali-chan



2º Capitulo - A viagem e chegada do grupo


Eram 7 da manhã quando Ali chega à estação e repara que os restantes membros
do grupo, com excepção a Pepe, já se encontravam lá com malas prontas e sorrisos
na cara.

- Bom dia gente, onde está o Pepe? - Perguntou Ali.

- Hum, pergunta desnecessária Ali, neste momento deve estar a vir a correr a
vestir a camisola (camiseta) e calçar-se pelo caminho - Disse Happy em tom de gozo (zoeira).

Acabando de terminar a frase, Happy olha para trás pelo ombro e vê Pepe a correr
de mochila às costas e camisola do avesso.

- Desculpem o atraso, adormeci - Disse Pepe com a respiração pesada.

- Eu não disse? Eheh, ah já agora, tens a camisola (camiseta) ao contrário Pepe. - disse
Happy a rir.

- Upss, sai à pressa - Disse Pepe vestindo a camisola (camiseta) da forma correta.

- Muito bem, parece que estamos todos, hora de partir - Disse Guts levantando o
braço entusiasmado.

Entraram no Trem (comboio) com destino ao interior, e
procuraram acentos livres para o grupo inteiro, tiveram que ficar na parte de
trás, onde tem menos gente, para que pudessem sentar todos juntos. Pousaram as
malas e mochilas e assim o fizeram.

- Quanto tempo demora a viagem? - Perguntou Sonder.

- Cerca de 6 horas, respondeu Guts, mas falou de novo ao ver a cara
de irritado de Sonder - Mas não te preocupes, passa num instante, ainda para mais
estamos todos juntos de novo - Disse então com um leve sorriso.

- Bem, parece que vamos ter tempo que sobra para falar - Disse Pepe nem um pouco
desanimado.

- Então Guts fala-nos um pouco sobre esse tal lugar para onde vamos - Pediu Ali.

- Ora, é no meio da floresta, tem montanhas perto,  tem vários lagos, aconselho a
não irem muito longe sozinhos, pois tem um pântano perto também. A casa é já
um pouco antiga, mas penso que está em bom estado  e é grande, por isso não têm
que se preocupar com questões de espaço - Explicou Guts.

- Calma, disseste antiga e que pensas que está em bom estado.
Isto não vai correr nada bem, vou estar eu no meu sono de beleza e caio
no piso de baixo - Disse Pepe em tom de zoeira.

- Oh não sejas exagerado, que não vai acontecer nada disso, o máximo que pode
acontecer é estar cheia de pó e ter alguns insectos por lá. - Respondeu Guts.

- Insectos... não estou a gostar da conversa - Disse Ali olhando para Guts.

- Já somos duas - concordou Juuvia olhando também para Guts.

- Calma gente, que aqui os machos tratam de tudo - Disse Guts com um tom de
brincadeira.

- Calma nada, que eu não limpo, matar insectos tudo bem, agora pó
já não é conversa para os meus ouvidos - Disse Pepe muito rápido.

- O Pepe já se começa a arrepender desta viagem de escuteiros - Disse Happy com
um tom sereno.

Começaram-se todos a rir.

- Então e esse pântano, fica assim tão perto da casa? - Perguntou Sonder.

- Não muito, também tem sinais à volta, não têm com que se preocupar - Disse
Guts tranquilizando.

A conversa continuou, recordando velhos tempo e contando piadas, até que sem que
percebessem tinham chegado ao seu destino, Redwoods.

- Ahah, madeiras vermelhas - Disse Pepe a rir.

- Hum, o mais correto seria Floresta vermelha. - Corrigiu Sonder.

- Bom vamos lá então para a famosa casa, não vejo a hora de lá chegar - Disse
Juuvia.

E então foram em direção à casa, passando por uma densa quantidade de árvores
e montes.

Próximo Cap. A casa na floresta