6º Capitulo - Pânico & Ansiedade.
Fazia horas que o grupo corria pelo caminho traçado no chão, o mesmo estava
cada vez menos visível, de lanternas ligadas, continuaram sem parar, na esperança
de chegar rápido à estação.
- Mas que merda, isto não tem fim. Demora assim tanto tempo a lá
chegar? - Perguntou Pepe ofegante.
- Realmente já era para lá termos chegado. - Disse Guts que também já
estava cansado.
Ao terminar de dizer isto, o grupo vê uma luz ao fundo no meio da floresta.
- Já estou a ver! vamos rápido! - Exclamou Juuvia aliviada.
Ao se aproximarem deparam-se com algo que nunca esperariam.
Tinham voltado à casa na floresta.
- Mas que se está a passar aqui? Que raios! andamos em círculos - Disse Pepe já
perdendo a pouca paciência que lhe restava.
- Mas... como é possível? - Pergunta Ali a desvanecer.
- Isto não está certo, a gente correu quase sempre em linha recta, da casa
à estação é assim. - Disse Sonder pensativo.
- Parece que aqui a Amazónia nos anda a pregar partidas. - Disse Happy sem
expressão de brincadeira.
- Eu quero ir para casa... - Disse Juuvia a desesperar.
- Gente, está de noite. é normal nos perdermos. Mudança de plano, entraremos
e fazemos vigia por turnos, duas pessoas de cada vez, assim fica mais fácil
não caírem no sono. - Disse Guts formando um novo plano.
Ainda que com receio de ficar ali, todos concordaram, precisavam de descanso
após tantas horas a correr pelo solo difícil da floresta.
Correram um pouco mais até à entrada, pois estavam ansiosos e com medo que algo
os pudesse estar a vigiar naquele momento.
- Nada melhor que correr nestas situações, até tenho medo de olhar pelo
ombro. - Disse Happy tentando se acalmar a si mesmo.
- É, quanto mais corremos mais ansiosos ficamos, mas não podemos
simplesmente andar, a sensação de estarmos a ser seguidos é cada vez maior, a
possibilidade de isso estar a acontecer não é nula também. - Disse Sonder com
uma expressão tranquila.
- Isso era suposto nos acalmar? Raios! Não posso nem ouvir tu a falar que me
dá ainda mais nervos. - Diz Pepe tentando alcançar o seu maço de cigarros
no seu bolso.
- Apressem-se - Diz Happy.
O grupo chega então à entrada da casa, tudo estava normal, Guts abre a porta e
entra de seguida seguido pelo grupo. Quando todos haviam entrado na casa, a porta
fecha-se com um estrondo e todos começam a ouvir o mesmo barulho, correntes,
correntes que batiam umas contra as outras, mas algo mais, parecia como facas
a serem afiadas.
O grupo entra em estado caótico, Ali e Juuvia começaram a
gritar em pânico, o resto do grupo ficou parado assustado, sem palavras para
o que estavam a ouvir, não havia como se mexerem, o medo era insano. Todos
estavam a tremer, ninguém sabia de onde o barulho vinha, era de baixo dos seus
pés, acima das suas cabeças, pela esquerda, pela direita, atrás e pela frente
não havia como saber.
Todos se aproximaram uns dos outros, olhando em todas as
direcções confusos e sobressaltados. O pânico reinava, não havia sinais de correntes
nem de algo afiado, estava tudo normal em aparência. Quando de repente.
- Está ali algo.... - Disse Sonder.
Todos olharam na direcção para que Sonder estava a olhar, havia uma mancha a
crescer no topo da parede, vermelha, espessa, crescia sem parar, de forma lenta
começou a escorrer até que ficou óbvio do que se tratava, sangue.
- Que raios!!! vamos sair daqui, vamos ser todos mortos! - Gritou Pepe em pânico.
Juuvia recuava abanando a cabeça enquanto falava algo.
- Isto não pode estar a acontecer, tirem-me daqui, alguém me acorde por favor.
- Vamos sair daqui e já! - Exclamou Guts que partia agora em direcção à porta
tentando abrir a mesma. - Está trancada!
Ao acabar de falar surpreendido, Guts olha na direcção onde estava a pequena
mancha de sangue e para seu espanto e medo, já não era tão pequena assim,
havia se espalhado por toda a parede, e estava agora a escorrer por todas as
outras, o teto rachava, num estrondo, começavam a sair correntes com picos por
ele, cobrindo todo o teto, o chão havia mudado para uma cor vermelha escura com
uma textura estranha, parecia como entranhas de um monstro gigante.
Todos estavam no auge do medo, ouvia-se gritos, a luz
começava a oscilar.
Ali fechava os olhos, não aguentava tamanha visão de horrores,
mas demonstrou-se ser um erro, visões ainda mais horrendas lhe vieram à mente,
mais do que isso, levava-a para outra dimensão, como se estivesse presente no
inferno em si, ouvia-se gritos, correntes, chamas, risos. Por momentos foi-lhe
transmitida a mesma dor pela qual as pessoas dos gritos estavam a passar. Era
como se os gritos deles transmitissem a dor para quem os ouvisse.
Ali não conseguia abrir os olhos, como se uma grande força os tivesse a manter
fechados. Perante tal cenário ela faz toda a sua força para conseguir fecha-los
naquele inferno e tentar assim voltar para o mundo onde estavam os seus amigos,
que seria uma pequena amostra do inferno que vira.
Ali consegue, e repara que havia silencio na casa da floresta, o barulho das
correntes havia parado, mas o cenário pintado de vermelho estava igual.
O grupo estava agora calado, a tremer por todos os cantos, sem saber o que
fazer.
Eis que surge algo na parede já pintada de um vermelho espesso...
Próximo capitulo: O ódio.
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