Verão de 2003, o mundo vive pacificamente uma paz momentânea,
excepção apenas á invasão do afeganistão. Neste cenário de guerra nasce um
sentimento que ira perdurar vários anos...
Olá meu
nome é Otimir Tinkrit, tenho 14 anos e sou um soldado das tropas afegãs. Sim
perceberam bem sou soldado com 14 anos, a este tipo de soldado dá-se o nome de
criança-soldado. Vivo nos arredores da cidade de Chora desde que nasci, aqui
cresci, fiz amigos e me apaixonei recentemente. O nome desta tão bela garota é
Elisha Graham, ao ve-la pela primeira vez o meu coração palpitou e desde ai os
meus olhos se focam nela.
Diaramente tento procurá-la pela cidade para saber mais
sobre ela, o seu dia a dia, os seus gostos e tentar compreende-la um pouco.
Desde que os meus olhos a viram o meu coração tem-me feito perguntas, tais
como:
É esta vida de soldado que queres ter? Porque não te
divertes como as outras crianças da tua idade?
Desde então tenho questionado os ensinamentos do meu povo,
principalmente aqueles que são passados ás crianças-soldados. Como devem saber,
somos criados para não ter medo de nada, dar a vida pelo nosso povo e pelos
ideais de ALA, mas ultimamente tenho tido medo, medo este que não tem nada
haver com se perco a vida ou qualquer coisa de outro tipo que tenha haver
comigo. Este meu medo é perder esta Luz dos meus olhos, pois de certa forma
sinto que nunca devia tirar este brilho dos meus olhos.
4 dias passaram-se e Otimir revela novos sentimentos.
Hoje
tou triste, recebi uma notícia que me isolou a alma e transtornou o meu ser, o
meu coração não sabe para onde se virar. Esta garota pelo qual eu sinto um
forte sentimento irá partir, a sua diferente nacionalidade fez com que o seu
pais a evaqua-se e a tirou de mim, quando todo o que eu queria era ela e logo
agora que lhe ia revelar os meus sentimentos. O fato dela ser americana
arrancou as minhas esperanças, não tenho nada em que possa me agarrar para
conter esta raiva e este sentimento de vingança. Não queria pensar assim, pois
por ela eu descobri as boas coisas da vida e em que devemos acreditar nela, mas
todo isso foi-me arrancado por mãos frias e maquiavélicas. Só me resta a minha
crença de guerra, algo que eu tinha abandonado, mas que com estes
acontecimentos ganharam vida em mim.
7 anos se passaram e com eles muita coisa mudou.
Elisha
é agora jornalista na agência Reuters, tal como previsto cresceu e se tornou
uma linda mulher, de cabelos castanhos e compridos com um formato irregular ao
cair até meio das suas costas, no seu olhar verde uma certa dúvida do amanhã se
expende pelas maças em tom rosa que a sua cara demonstra. Hoje torno a ve-la de
novo mas no amanhã nem recordações terei, o que podia ter mudado a minha vida
tornou-se num objectivo frio e seco de
vingança.Sentada a três lugares á minha frente a sua beleza inda hoje me faz
questionar, mesmo depois de tanta convicção imposta nesta missão... realmente
tenho de dizer eu amo esta mulher...
Assim foi a minha viagem durante 14 horas, simplesmente a
observá-la e a tentar compreender o que há em mim. assim que descermos deste
avião irei abordá-la.
Otimir- Olá Elisha eu sou o Otimir não sei se te lembras de
mim!!! Apenas tivemos breves trocas de olhares na cidade de Chora na qual os
dois viviamos quando crianças...
Elisha- Hummm... eras aquele soldado que passava algum tempo
perto da minha rua a observar as redondezes?
Otimir- Sim esse mesmo!!!
Elisha- Lembro-me vagamente de ti, desculpa, na altura até
era para te convidar para brincares conosco, mas depois daquele aparato todo
das evaquações mudei-me para aqui...
Otimir- Sim eu sei, pois numca mais te tornei a ver por lá e
pensei nisso! O que é feito de ti
agora?
Elisha- Agora... muita coisa mudou, regressei agora de uma
reportagem, pois para a semana irei casar-me com um colega de trabalho, tou
muito feliz...
Otimir- pois a vida continua sempre, mesmo que nela sejamos
apenas acontecimentos á parte do que poderíamos ter vivido...
Elisha- Sim sim, a vida é um comboio que passe onde só te é
entregue um bilhete de ida, se não apanhares esse comboio na paragem certa,
muita coisa pode passar ao teu lado sem te dares conta.
Otimir- Pois bem foi um prazer rever-te!!! Tenho coisas a
fazer, vive feliz beijinhos.
Elisha- Para ti também Otimir! Xau beijinhos.
Neste fim de conversa Otimir segue para a casa de banho do aeroporto,
triste e desemparado... sem saber o que fazer, chega á casa de banho e
despedaça-se em lágrimas enquanto escreve nas costas de um papel de patrocínio.
Terminado de escrever Otimir leva a mão ao seu bolso esquerdo e retira um
detonador dele... num breve momento Otimir ve toda a sua vida numa curta
metragem e descobre o real valor do seu mundo, nisto por breves momentos houve-se
um estrondo no aeroporto...
As autoridades correram em direção ao ocorrido, e lá
encontraram um corpo em pedaços e um papel com uma mensagem que dizia o
seguinte:
" Várias formas existem de por fim ao mundo, mas a mais
cruel e sentida é aquela em que o mundo continua e te retiram o mundo que te
sustenta os pés e te faz ver o amanhã."
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