quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

O Mundo do soldado



Verão de 2003, o mundo vive pacificamente uma paz momentânea, excepção apenas á invasão do afeganistão. Neste cenário de guerra nasce um sentimento que ira perdurar vários anos...

                Olá meu nome é Otimir Tinkrit, tenho 14 anos e sou um soldado das tropas afegãs. Sim perceberam bem sou soldado com 14 anos, a este tipo de soldado dá-se o nome de criança-soldado. Vivo nos arredores da cidade de Chora desde que nasci, aqui cresci, fiz amigos e me apaixonei recentemente. O nome desta tão bela garota é Elisha Graham, ao ve-la pela primeira vez o meu coração palpitou e desde ai os meus olhos se focam nela.
Diaramente tento procurá-la pela cidade para saber mais sobre ela, o seu dia a dia, os seus gostos e tentar compreende-la um pouco. Desde que os meus olhos a viram o meu coração tem-me feito perguntas, tais como:

É esta vida de soldado que queres ter? Porque não te divertes como as outras crianças da tua idade?

Desde então tenho questionado os ensinamentos do meu povo, principalmente aqueles que são passados ás crianças-soldados. Como devem saber, somos criados para não ter medo de nada, dar a vida pelo nosso povo e pelos ideais de ALA, mas ultimamente tenho tido medo, medo este que não tem nada haver com se perco a vida ou qualquer coisa de outro tipo que tenha haver comigo. Este meu medo é perder esta Luz dos meus olhos, pois de certa forma sinto que nunca devia tirar este brilho dos meus olhos.

4 dias passaram-se e Otimir revela novos sentimentos.
              
  Hoje tou triste, recebi uma notícia que me isolou a alma e transtornou o meu ser, o meu coração não sabe para onde se virar. Esta garota pelo qual eu sinto um forte sentimento irá partir, a sua diferente nacionalidade fez com que o seu pais a evaqua-se e a tirou de mim, quando todo o que eu queria era ela e logo agora que lhe ia revelar os meus sentimentos. O fato dela ser americana arrancou as minhas esperanças, não tenho nada em que possa me agarrar para conter esta raiva e este sentimento de vingança. Não queria pensar assim, pois por ela eu descobri as boas coisas da vida e em que devemos acreditar nela, mas todo isso foi-me arrancado por mãos frias e maquiavélicas. Só me resta a minha crença de guerra, algo que eu tinha abandonado, mas que com estes acontecimentos ganharam vida em mim.

7 anos se passaram e com eles muita coisa mudou.
               
 Elisha é agora jornalista na agência Reuters, tal como previsto cresceu e se tornou uma linda mulher, de cabelos castanhos e compridos com um formato irregular ao cair até meio das suas costas, no seu olhar verde uma certa dúvida do amanhã se expende pelas maças em tom rosa que a sua cara demonstra. Hoje torno a ve-la de novo mas no amanhã nem recordações terei, o que podia ter mudado a minha vida tornou-se num objectivo  frio e seco de vingança.Sentada a três lugares á minha frente a sua beleza inda hoje me faz questionar, mesmo depois de tanta convicção imposta nesta missão... realmente tenho de dizer eu amo esta mulher...
Assim foi a minha viagem durante 14 horas, simplesmente a observá-la e a tentar compreender o que há em mim. assim que descermos deste avião irei abordá-la.
Otimir- Olá Elisha eu sou o Otimir não sei se te lembras de mim!!! Apenas tivemos breves trocas de olhares na cidade de Chora na qual os dois viviamos quando crianças...
Elisha- Hummm... eras aquele soldado que passava algum tempo perto da minha rua a observar as redondezes?
Otimir- Sim esse mesmo!!!
Elisha- Lembro-me vagamente de ti, desculpa, na altura até era para te convidar para brincares conosco, mas depois daquele aparato todo das evaquações mudei-me para aqui...
Otimir- Sim eu sei, pois numca mais te tornei a ver por lá e pensei  nisso! O que é feito de ti agora?
Elisha- Agora... muita coisa mudou, regressei agora de uma reportagem, pois para a semana irei casar-me com um colega de trabalho, tou muito feliz...
Otimir- pois a vida continua sempre, mesmo que nela sejamos apenas acontecimentos á parte do que poderíamos ter vivido...
Elisha- Sim sim, a vida é um comboio que passe onde só te é entregue um bilhete de ida, se não apanhares esse comboio na paragem certa, muita coisa pode passar ao teu lado sem te dares conta.
Otimir- Pois bem foi um prazer rever-te!!! Tenho coisas a fazer, vive feliz beijinhos.
Elisha- Para ti também Otimir! Xau beijinhos.
Neste fim de conversa Otimir segue para a casa de banho do aeroporto, triste e desemparado... sem saber o que fazer, chega á casa de banho e despedaça-se em lágrimas enquanto escreve nas costas de um papel de patrocínio. Terminado de escrever Otimir leva a mão ao seu bolso esquerdo e retira um detonador dele... num breve momento Otimir ve toda a sua vida numa curta metragem e descobre o real valor do seu mundo, nisto por breves momentos houve-se um estrondo no aeroporto...
As autoridades correram em direção ao ocorrido, e lá encontraram um corpo em pedaços e um papel com uma mensagem que dizia o seguinte:
" Várias formas existem de por fim ao mundo, mas a mais cruel e sentida é aquela em que o mundo continua e te retiram o mundo que te sustenta os pés e te faz ver o amanhã."

Nenhum comentário:

Postar um comentário