domingo, 17 de fevereiro de 2013

Fim do Mundo - Evento Semanal - Por DanielGTR

                          Depois do Fim    

Atenção: A história é narrada pela protagonista quando adulta.         

Japão – Tóquio – 2013

Meu nome é Mikawa Fumika, e eu vou contar a vocês sobre como sobrevivi ao Fim do Mundo.
Eu tinha apenas 8 anos e estava brincando na sala, enquanto meu pai Mikawa Kirameki, estava assistindo televisão...
Minha mãe? Ela morreu assim que eu nasci... Só tive a oportunidade de vê-la através de fotos...
Meu pai estava vendo o noticiário, quando do nada ele começou a ficar nervoso.
Ele andava de um lado a outro, dizendo que tinha de arrumar as malas e alimentos.
O noticiário dizia que o fim estava próximo e grandes catástrofes estavam ocorrendo pelo mundo.

Fumika: Papai? O que está acontecendo?
Kirameki: F-Filha se apresse... Arrume suas coisas, nós temos que partir agora.
Fumika: Aonde nós vamos papai? Vamos viajar?
Kirameki: S-Sim filha, apenas arrume suas coisas.

Sem entender muito bem, eu apenas fiz o que meu pai pediu e arrumei tudo que precisava para viajar, em minha mochila.
Meu pai já estava de malas prontas e gritando meu nome, ele parecia muito aflito.

Kirameki: Fumika... Ande logo filha, temos que nos apressar.
Fumika: Já estou indo papai.

Apenas peguei minha boneca preferida e dei um “até breve” para meus outros brinquedos.
Quando meu pai abriu a porta, as pessoas estavam gritando, correndo para todos os lados e pedindo por socorro.
Era uma visão assustadora... Por onde nós passávamos, tinha gente roubando, brigando com outras pessoas, e até mesmo matando umas as outras.
Meu pai tampou meus olhos para que eu não pudesse ver essas cenas, mais algumas coisas eu ainda pude ver.
Meu pai foi até o posto de policia mais próximo e pediu por ajuda.
Enquanto esperava, pude ver o noticiário avisando de vulcões entrando em erupção, tsunamis e grandes tornados por todos os lugares do mundo.
Também pude ouvir a conversa do meu pai com o policial.

Kirameki: Por favor... Ajuda... Tem algum lugar seguro?
Policial: Senhor, você tem que ir até o aeroporto da cidade.
Policial: Lá você vai encontrar uma equipe do exercito evacuando as pessoas.
Kirameki: Muito obrigado!
Kirameki: Vem filha, não temos muito tempo.

Nós seguimos em direção ao aeroporto, e no caminho até lá, havia muita destruição e desordem.
Eu me agarrei a minha boneca, e na mão de meu pai que me segurava bem forte.
Chegando ao aeroporto, havia muitas pessoas gritando por ajuda enquanto um grande portão impedia a passagem.

Kirameki: Não... Não... Por Favor, me deixem passar, eu estou com uma criança aqui. Por favor!!!

Meu pai gritava junto com varias outras pessoas.
La dentro dava para ver muitas pessoas em grandes helicópteros levantando vôo.
Meu pai continuava a gritar desesperadamente enquanto ninguém dava ouvido... Até que um soldado do exercito parou para ouvi-lo.

Kirameki: Por favor, eu preciso de ajuda, estou com uma criança aqui.
Soldado: Desculpe senhor, mais os helicópteros já estão no limite, o senhor vai ter que esperar eles voltarem.
Kirameki: E se não houver tempo? O que eu farei?
Soldado: Desculpe-me, mais não posso fazer nada.
Kirameki: E-Então a minha filha... Por favor, leve ela. É só uma criança, ela deve caber em algum lugar... Por favor.
Soldado: ... Tudo bem, a menina pode ir.

Então meu pai me entregou para o soldado... Enquanto nos distanciava eu gritava por ele.

Fumika: Papai... Papai...
Kirameki: Filha você tem que ir na frente... Eu vou depois. Eu prometo.
Fumika: Papai... Não me deixe... Papai...

Depois daquele dia... Eu nunca mais vi meu pai...

Brasil – Rio de Janeiro – 2033

“Esse foi um pequeno trecho sobre a minha vida, que escrevi em meu livro. Hoje estou dando uma sessão de autógrafos aqui no RJ.”
“Aparentemente, o Brasil foi pouco atingido por não haver vulcões e terremotos aqui.”

Senhor: Olá, belo livro... Poderia autografá-lo?
Fumika: Claro, para quem devo dedicar?
Senhor: Mikawa Kirameki, por favor...

Quando olhei para o senhor em minha frente... Lágrimas caíram dos meus olhos.

Fumika: P-Pai?
Kirameki: Finalmente te encontrei... Minha filha.

Fim.

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