Depois do Fim
Atenção: A história é narrada pela protagonista quando adulta.
Japão – Tóquio – 2013
Meu nome é Mikawa Fumika, e eu
vou contar a vocês sobre como sobrevivi ao Fim do Mundo.
Eu tinha apenas 8 anos e estava
brincando na sala, enquanto meu pai Mikawa Kirameki, estava assistindo
televisão...
Minha mãe? Ela morreu assim que
eu nasci... Só tive a oportunidade de vê-la através de fotos...
Meu pai estava vendo o noticiário,
quando do nada ele começou a ficar nervoso.
Ele andava de um lado a outro,
dizendo que tinha de arrumar as malas e alimentos.
O noticiário dizia que o fim
estava próximo e grandes catástrofes estavam ocorrendo pelo mundo.
Fumika: Papai? O que está
acontecendo?
Kirameki: F-Filha se apresse...
Arrume suas coisas, nós temos que partir agora.
Fumika: Aonde nós vamos papai?
Vamos viajar?
Kirameki: S-Sim filha, apenas
arrume suas coisas.
Sem entender muito bem, eu apenas
fiz o que meu pai pediu e arrumei tudo que precisava para viajar, em minha
mochila.
Meu pai já estava de malas
prontas e gritando meu nome, ele parecia muito aflito.
Kirameki: Fumika... Ande logo
filha, temos que nos apressar.
Fumika: Já estou indo papai.
Apenas peguei minha boneca
preferida e dei um “até breve” para meus outros brinquedos.
Quando meu pai abriu a porta, as
pessoas estavam gritando, correndo para todos os lados e pedindo por socorro.
Era uma visão assustadora... Por
onde nós passávamos, tinha gente roubando, brigando com outras pessoas, e até
mesmo matando umas as outras.
Meu pai tampou meus olhos para
que eu não pudesse ver essas cenas, mais algumas coisas eu ainda pude ver.
Meu pai foi até o posto de
policia mais próximo e pediu por ajuda.
Enquanto esperava, pude ver o noticiário
avisando de vulcões entrando em erupção, tsunamis e grandes tornados por todos
os lugares do mundo.
Também pude ouvir a conversa do
meu pai com o policial.
Kirameki: Por favor... Ajuda...
Tem algum lugar seguro?
Policial: Senhor, você tem que ir
até o aeroporto da cidade.
Policial: Lá você vai encontrar uma
equipe do exercito evacuando as pessoas.
Kirameki: Muito obrigado!
Kirameki: Vem filha, não temos
muito tempo.
Nós seguimos em direção ao
aeroporto, e no caminho até lá, havia muita destruição e desordem.
Eu me agarrei a minha boneca, e na
mão de meu pai que me segurava bem forte.
Chegando ao aeroporto, havia
muitas pessoas gritando por ajuda enquanto um grande portão impedia a passagem.
Kirameki: Não... Não... Por
Favor, me deixem passar, eu estou com uma criança aqui. Por favor!!!
Meu pai gritava junto com varias
outras pessoas.
La dentro dava para ver muitas
pessoas em grandes helicópteros levantando vôo.
Meu pai continuava a gritar
desesperadamente enquanto ninguém dava ouvido... Até que um soldado do exercito
parou para ouvi-lo.
Kirameki: Por favor, eu preciso
de ajuda, estou com uma criança aqui.
Soldado: Desculpe senhor, mais os
helicópteros já estão no limite, o senhor vai ter que esperar eles voltarem.
Kirameki: E se não houver tempo?
O que eu farei?
Soldado: Desculpe-me, mais não
posso fazer nada.
Kirameki: E-Então a minha
filha... Por favor, leve ela. É só uma criança, ela deve caber em algum
lugar... Por favor.
Soldado: ... Tudo bem, a menina
pode ir.
Então meu pai me entregou para o
soldado... Enquanto nos distanciava eu gritava por ele.
Fumika: Papai... Papai...
Kirameki: Filha você tem que ir
na frente... Eu vou depois. Eu prometo.
Fumika: Papai... Não me deixe...
Papai...
Depois daquele dia... Eu nunca
mais vi meu pai...
Brasil – Rio de Janeiro – 2033
“Esse foi um pequeno trecho sobre
a minha vida, que escrevi em meu livro. Hoje estou dando uma sessão de
autógrafos aqui no RJ.”
“Aparentemente, o Brasil foi
pouco atingido por não haver vulcões e terremotos aqui.”
Senhor: Olá, belo livro...
Poderia autografá-lo?
Fumika: Claro, para quem devo
dedicar?
Senhor: Mikawa Kirameki, por
favor...
Quando olhei para o senhor em
minha frente... Lágrimas caíram dos meus olhos.
Fumika: P-Pai?
Kirameki: Finalmente te encontrei...
Minha filha.
Fim.
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